O governo federal, por meio de uma nova Instrução Normativa (IN), oficializou uma série de mudanças na Lei Rouanet.
Conforme noticiou o Conexão Política, o regulamento já tinha sofrido alterações via portaria em 2021. A nova IN foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (8).
O secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, já tinha antecipado algumas das novas medidas.
Ao anunciar as novas ações, Porciúncula celebrou as alterações.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp“Promessa é dívida. Já estão valendo todas mudanças que anunciamos no início do ano. Grande dia“, escreveu.
O secretário de Cultura, Mario Frias, por sua vez, destacou que a nova IN visa tornar a Lei Rouanet “mais justa e popular”. Segundo ele, “este é um governo voltado para seu povo”.
O que mudou?
Entre as principais mudanças está a redução de 50% no limite para captação de recursos pela lei. Projetos enquadramos como “tipicidade normal”, a partir de agora, terá teto R$ 500 mil. Anteriormente, o montante estava em R$ 1 milhão.
Já os “tipicidade singular”, como desfiles festivos, eventos literários, exposições de artes e festivais, o valor centra em R$ 4 milhões.
Os projetos que estiverem inseridos como “tipicidade específica”, o valor máximo fica em R$ 6 milhões. Essa categoria abrange concertos sinfônicos, datas comemorativas nacionais, educativos e ações de capacitação cultural, inclusão da pessoa com deficiência, museus e memória, óperas, projetos de Bienais, projetos de internacionalização da cultura brasileira e teatro musical.
Há também uma modificação considera ‘essencial’ pela cúpula do governo. Trata-se de uma alteração na classificação das áreas culturais, com uma divisão que inclui “arte sacra” e “belas artes” como categorias distintas.
A redução de cachês artísticos também entrou na mira do governo. A partir de agora, o limite para pagamento com recursos incentivados passa a ser de R$ 3 mil por apresentação, para artista ou modelo solo.
A última IN já colocava um teto no cachê individual máximo de R$ 45 mil. A nova medida, portanto, traz uma redução de 93,4% nesse valor. A informação já havia sido antecipada pelo Conexão Política.
Para músicos, o teto será de R$ 3.500, por apresentação. Para maestros, no entanto, é de R$ 15 mil, com composição de orquestras.