ver tudo
Menu Economia
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

BNDES vai liberar crédito de R$ 1 bilhão para financiar troca de caminhões e ônibus

Programa Renova Frota oferece créditos fiscais de até R$ 80 mil para a troca de caminhões e ônibus com mais de 20 anos.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 1 bilhão em créditos para financiar a compra de novos caminhões e ônibus por meio do programa Finame, que é direcionado ao financiamento de máquinas e equipamentos. O vice-presidente do BNDES, Geraldo Alckmin, fez o anúncio durante um evento em Araçariguama, no interior de São Paulo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Alckmin explicou que o financiamento será baseado na taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Isso significa que, se a Selic diminuir, os juros do empréstimo também cairão automaticamente. Ele enfatizou que o BNDES não financia bens de consumo, mas sim bens de capital, como caminhões e ônibus que são utilizados para trabalho e geração de renda.

Além disso, Alckmin mencionou que está buscando a extensão do prazo do programa Renova Frota, que oferece créditos fiscais de até R$ 80 mil para a troca de caminhões e ônibus com mais de 20 anos. O programa é temporário e inicialmente valia até o início de outubro ou até que o total de R$ 700 milhões em crédito para caminhões e R$ 300 milhões para ônibus se esgotasse. Por enquanto, não há planos de liberar mais recursos para o programa ou reintroduzir descontos para carros de passeio.

Parceria para aposentar caminhões velhos

Durante o evento, foi anunciada uma parceria entre as empresas Gerdau, Vamos e Volkswagen Caminhões e Ônibus para acelerar a retirada de caminhões velhos das ruas e facilitar a implementação do programa Renova Frota do governo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

As concessionárias do grupo Vamos, como as redes Transrio e Tietê, agora estão comprando os caminhões antigos dos proprietários e pagando em dinheiro. Isso visa resolver um dos desafios do programa: muitos proprietários de caminhões antigos não têm condições de financiar um modelo zero km, que pode ser significativamente mais caro.

O programa Renova Frota oferece vouchers de desconto de R$ 33 mil a R$ 80 mil para os proprietários de caminhões com mais de 20 anos, incentivando a retirada desses veículos de circulação. O desconto pode ser usado para abater impostos na compra de novos modelos, proporcionando créditos fiscais às montadoras.

Para obter o desconto, os proprietários precisam dar baixa do veículo antigo no Detran e enviá-lo para ser desmontado e reciclado. Com o certificado de desmonte, eles podem acessar o benefício fiscal. No entanto, o desconto não chega perto do valor de um caminhão novo, especialmente os modelos mais avançados.

A Vamos comprou até agora 140 unidades de caminhões antigos dos proprietários e pagou a eles o valor do desconto em dinheiro. Além disso, a empresa criou um programa para facilitar o financiamento de caminhões seminovos. Os veículos são então encaminhados para serem desmontados pela Gerdau, e com o certificado de desmonte, obtém-se desconto para a compra de novas unidades junto à Volkswagen Caminhões e Ônibus.

O CEO da Vamos, Gustavo Couto, estima que os R$ 700 milhões do programa devem permitir a retirada de cerca de 10 mil a 12 mil caminhões antigos das estradas. No entanto, ele aponta que ainda existem cerca de 1,5 milhão de caminhões sendo usados por autônomos, e a maioria deles tem mais de duas décadas. A idade média da frota de caminhões no Brasil é de 20 anos, o dobro do registrado nos Estados Unidos e na Europa.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Economia Ministro da Fazenda diz que déficit dos Correios não deve ser confundido com prejuízo da estatal
  2. Economia Cavagna Group faz de Valinhos base para crescer na América Latina e investe mais de R$ 40 milhões no Brasil
  3. Economia Fake news de Lula no JN: petista não herdou déficit de Bolsonaro; governo anterior fechou 2022 com superávit
  4. Economia Mercado sugere a Flávio Bolsonaro ter Marcelo Kayath na Fazenda e Daniella Marques na Casa Civil