O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu nesta quarta-feira (5) às críticas feitas pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e pelo prefeito Eduardo Paes em relação às decisões do STF que impõem restrições à atuação policial em comunidades do estado.
Durante o julgamento da ADPF das Favelas, Fachin refutou as acusações de que a corte estaria contribuindo para o fortalecimento das facções criminosas no Rio de Janeiro.
Em resposta, Fachin afirmou que é um “grave equívoco” e uma “inverdade” atribuir os problemas de segurança no Rio, incluindo o avanço das facções criminosas, às medidas adotadas pelo STF. Imputar problemas crônicos e de origem anterior à presente arguição a medidas impostas por esta Corte consiste não apenas em grave equívoco, mas em inverdade”, disse o ministro, destacando a complexidade das disputas territoriais e a presença de foragidos em áreas de risco.
As críticas de Castro e Paes foram formuladas em diferentes momentos. O governador, em outubro de 2024, afirmou que as restrições do STF contribuíram para o fortalecimento de facções criminosas no estado, enquanto o prefeito, em janeiro, mencionou que a cidade havia se transformado em um “resort do crime”.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO julgamento da ADPF das Favelas, que visa redefinir as regras de uso de força policial em comunidades cariocas, iniciou em novembro de 2024, com a sustentação oral das partes envolvidas. A ação, movida pelo PSB, está em análise no Supremo desde 2019.