Imagem: Burston | AFP | Getty Images
Durante uma entrevista, a rede de televisão SVT omitiu as palavras “Islam” e “haram” das legendas.
Haram significa “proibido” em árabe.
Mohammed usou a palavra ao descrever como ela foi trancada por seis meses e sofreu abuso de sua família por cortar o cabelo porque o Islã proíbe isso. A edição da legenda é chocante, uma vez que toda a situação de Mohammed é baseada em sua rejeição ao Islã. Como apóstata, ela está sob ameaça de morte se for devolvida à sua terra natal, a Arábia Saudita.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppRahaf ficou famosa ao fugir de sua família enquanto viajava em sua companhia pelo Kuwait, de onde seguiu para a Tailândia. De dentro de seu quarto de hotel na Tailândia, fez apelo em mídias sociais por asilo, uma vez que o governo tailandês negou o mesmo. O seu pedido de asilo viria a ser concedido pelo Canadá, onde chegou na última terça-feira.
O político sueco democrata Kent Ekeroth foi o primeiro a chamar a atenção para a omissão, e acusou a rede de censura patrocinada pelo Estado. As legendas em inglês originais podem ser vistas brevemente por trás da tradução sueca sobreposta, o que significa que as palavras “Islam” e “haram” foram deliberadamente removidas pela SVT.
“Para um espectador sueco de SVT, é basicamente impossível ver as legendas em inglês que refletem o que ela realmente conta. Pelo contrário, você só consegue ler a tradução sueca que omite a maior parte do que ela disse naquela frase ”, escreveu no twitter.
O ato de censura foi ridicularizado, com internautas atualizando o logotipo da rede e o nome da Sveriges Television para “Stasi Vision TV” em forma de meme.
“É como acabar com a palavra ‘Nazismo’ em um relatório sobre os sobreviventes da Segunda Guerra Mundial! Ou ‘comunismo’ em um relatório sobre a União Soviética“, observou o usuário do Twitter Mikael Nilsson.
O internauta criou um meme em que troca o logotipo da rede e o nome da Sveriges Television para “Stasi Vision TV”
O patrulhamento do politicamente correto é comum na Suécia, onde a cobertura jornalística serve amplamente para administrar o discurso do aceitável e proteger o Islã das críticas. Porém, parece que Mohammed está determinada a criar problemas para a Esquerda que tenta afirmar que está promovendo virtudes “progressistas” ao mesmo tempo e que defende o Islã, que nas palavras de Paul Joseph Watson do infowars, é “o sistema de crenças menos progressista do planeta”.
Uma das primeiras coisas que Rahaf Mohammad fez depois de chegar ao Canadá foi declarar seu amor a bacon.
Com informações, InfoWars