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Trump defende anexação da Groenlândia por razões militares: ‘Não termos controle é inaceitável’

Presidente dos EUA afirma que território é vital para sistema de defesa aérea e orienta que Otan lidere processo.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira (14) que a Groenlândia é considerada estratégica para os interesses militares norte-americanos e deve ser incorporada ao controle dos EUA. Segundo ele, o território é necessário para o desenvolvimento do Domo Dourado, sistema de defesa aérea em construção pelo governo americano.

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Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deveria liderar o processo de anexação da ilha. “Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo Dourado que estamos construindo. A Otan deve liderar o caminho para que possamos obtê-la. Se não fizermos isso, a Rússia ou a China o farão. E isso não vai acontecer”, escreveu.

O republicano declarou ainda que o território contribuiria para o fortalecimento da aliança militar. “A Otan se torna muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável”, pontuou Trump, ao defender que os EUA são a espinha dorsal da organização.

A Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca, ocupa posição geográfica estratégica entre a América do Norte e a Europa. A ilha é considerada ponto para o sistema de alerta contra mísseis intercontinentais e para operações de monitoramento naval no Atlântico Norte.

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No último domingo (11), Trump já havia declarado que os Estados Unidos assumiriam o controle da Groenlândia “de um jeito ou de outro”. Ele externou que prefere firmar um acordo com o governo dinamarquês, mas considerou inevitável que os EUA tenham domínio sobre a região.

A proposta de anexação ainda não foi formalizada junto ao governo da Dinamarca, que historicamente tem rejeitado qualquer iniciativa nesse sentido. Autoridades europeias observam com cautela as declarações de Trump, que se intensificam desde a retomada à Casa Branca em 2025.

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