A Corte de Apelação de Roma interrompeu o julgamento do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que foi solicitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A sessão realizada na quarta-feira (11) durou cinco horas e será retomada nesta quinta-feira (12). A defesa afirmou que algumas questões relevantes ainda não foram discutidas em relação ao caso.
O julgamento estava programado para o dia 20 de janeiro, mas foi suspenso após Zambelli solicitar a mudança dos juízes, alegando parcialidade. O pedido foi negado na terça-feira, mas a defesa planeja recorrer ao Tribunal de Cassação.
Processo e contexto
A defesa informou que a lentidão é comum em processos desse tipo, pois é essencial que todas as partes sejam ouvidas e todos os argumentos examinados. Além disso, a barreira linguística é um fator importante: a ex-deputada conta com o suporte de uma tradutora brasileira que vive na Itália há cerca de 30 anos.
No Brasil, Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por supostamente contratar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocasião em que foi emitido um mandado de prisão falso contra Moraes.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppApós a condenação, a ex-deputada se mudou para a Itália, onde possui cidadania. Ao ser incluída na lista da Interpol, foi localizada pelas autoridades italianas e presa. A Justiça agora avaliará se o Brasil reúne as condições necessárias para manter Zambelli detida enquanto respeita seus direitos fundamentais. Caso a extradição seja efetivada, ela deverá ficar detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.