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‘Ataque de Trump e Netanyahu ao Irã é uma ameaça à paz, ao mundo e merece condenação e repúdio’, diz Gleisi

Posicionamentos oficiais do governo brasileiro sustentam que a ofensiva militar deveria estar condicionada ao cumprimento de protocolos internacionais e à priorização de negociações diplomáticas.

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Logo após o início das operações militares contra o Irã, ainda antes da confirmação oficial da morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Gleisi Hoffmann, criticou neste sábado (28) os ataques realizados por Estados Unidos e Israel. Em publicação nas redes sociais, a ministra afirmou que a ofensiva foi “irresponsável e autoritária” e representou uma ameaça à estabilidade global.

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“O ataque de [Donald] Trump e [Benjamin] Netanyahu ao Irã é uma ameaça à paz e à estabilidade no mundo. Nada justifica a ofensiva militar contra populações civis, principalmente quando havia negociações diplomáticas em curso”, escreveu a ministra, referindo-se aos líderes dos EUA e de Israel. Gleisi também afirmou que a ação “merece condenação e repúdio”.

O posicionamento da ministra acompanhou a nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, que expressou grave preocupação com os ataques e apelou para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional e exerçam “máxima contenção”, de forma a evitar a escalada de hostilidades e proteger civis e infraestrutura civil. O Itamaraty emendou que a negociação entre as partes representa o “único caminho viável para a paz” e informou que as embaixadas brasileiras na região estão monitorando os desdobramentos para atender às necessidades de comunidades brasileiras nos países afetados.

A reação oficial difere dos posicionamentos favoráveis à ação militar expressos por líderes israelenses e americanos, e insere o Brasil entre os países que pedem contenção e diplomacia diante da intensificação do conflito no Oriente Médio.

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Nos círculos políticos internos, a manifestação de Gleisi também provocou rechaça. Parlamentares de oposição criticaram o governo por, segundo eles, favorecer um lado do conflito e não condenar explicitamente as ações do regime iraniano, mencionado por líderes estrangeiros como apoiador de grupos armados na região e do terrorismo institucionalizado.

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