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Caiado tira Leite do Planalto e será candidato do PSD nas eleições de outubro

Oficialização ocorre nesta segunda-feira (30) na sede do partido em São Paulo; Eduardo Leite admite possibilidade de disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul.

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O PSD anuncia nesta segunda-feira (30) a escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

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A confirmação ocorre durante a tarde, em evento na sede nacional do partido, em São Paulo, com entrevista à imprensa na sequência.

Caiado
Foto: Júnior Guimarães

Caiado teve o apoio da maioria da cúpula nacional da legenda. O conselho de escolha do partido definiu o goiano como representante da sigla na segunda-feira (23), assim que o governador Ratinho Junior anunciou a desistência da disputa interna.

A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD foi oficializada em 14 de março de 2026, colocando um passo adiantado em seu projeto presidencial. Ex-deputado, ex-senador e governador reeleito de Goiás, Caiado adotará um perfil combativo na área da segurança pública.

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A mudança de legenda ocorreu após o PP, que formou federação com o União Brasil, mostrar resistência ao nome de Caiado para a disputa presidencial.

Com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, da disputa interna pelo Planalto, Caiado somou forças internamente para representar a sigla.

Ambos os governadores, Caiado e Eduardo Leite, estavam tecnicamente empatados nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto.

A alternativa ao goiano era o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Apesar de estarem empatados, Caiado apresentou ligeira vantagem na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026 sobre Leite, com 4% contra 3%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, era favorável ao nome de Leite, mas o goiano reuniu maior apoio no conselho do partido.

Pesou para Ratinho Junior o risco de não conseguir viabilizar um sucessor no Paraná, abrindo espaço para Moro, que lidera as disputas no estado.

A decisão de Flávio Bolsonaro de apoiar o ex-juiz da Lava Jato enfraqueceu ainda mais as chances do governador de emplacar um aliado. Também pesou a falta de nomes competitivos para disputar o Senado.

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