Em uma dura derrota aplicada contra o governo Ñula, o Federal Register, que é o Diário Oficial do governo federal dos Estados Unidos, publicou nesta sexta-feira (5) a designação formal do PCC e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras. A determinação foi assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio e formaliza a segunda e mais abrangente das duas classificações anunciadas pelo Departamento de Estado em 28 de maio.
A publicação no Federal Register é o ato que confere vigência jurídica à medida, conforme previsto na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade americana.
O que diz o documento


O texto publicado no Federal Register afirma que “há base factual suficiente” para concluir que o PCC e o CV se enquadram como Organizações Terroristas Estrangeiras por terem “cometido ou tentado cometer, representado risco significativo de cometer ou participado de treinamento para cometer atos terroristas que ameacem a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.
O mesmo Federal Register também formalizou, em publicação separada, a classificação paralela das duas facções como Terroristas Globais Especialmente Designados, enquadramento em vigor desde 28 de maio com base na Ordem Executiva 13224.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppOs efeitos práticos
Com a publicação, qualquer apoio material ou financeiro ao PCC e ao CV passa a ser crime federal nos EUA. Fundos e contas bancárias associados a membros ou associados das facções em instituições financeiras americanas devem ser bloqueados imediatamente e reportados ao Departamento do Tesouro, sem necessidade de notificação prévia.
A entrada de integrantes das facções nos EUA fica vedada, e membros que já estejam em território americano ficam sujeitos a deportação. Terceiros que forneçam apoio às organizações ficam expostos a penalidades civis e criminais.
Lista que as facções integram
Com as duas designações, PCC e CV passam a integrar uma lista de mais de 90 organizações tratadas pelos EUA como terroristas estrangeiras, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Estado Islâmico e Boko Haram, além de cartéis latino-americanos incluídos na esteira da pressão do governo Trump contra o narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa, o Cartel de Jalisco Nueva Generación e o Tren de Aragua.
Posição do governo brasileiro
O governo Lula rejeitou formalmente a tipificação, reconhecendo que o PCC e o CV “espalham o terror nas comunidades onde atuam”, mas argumentando que as facções não se enquadram no conceito legal de terrorismo da legislação brasileira por atuarem, segundo o Planalto, com motivação econômica e não ideológica.
O Brasil informou aos EUA que não alterará sua legislação interna e continuará tratando as facções como organizações criminosas.
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