As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (21) a 11ª noite consecutiva de ataques contra alvos militares no Irã. O Comando Central americano, o Centcom, informou em publicação no X/Twitter que a operação começou às 19h no horário da Costa Leste, equivalente às 20h de Brasília, e foi concluída com sucesso.
“Recursos do CENTCOM atingiram centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura logística militar para reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”, afirmou o comando. Os EUA não informaram quais regiões específicas do Irã foram atingidas, mas a imprensa estatal iraniana apontou bombardeios na província de Khuzistão, no sudoeste do país, incluindo áreas próximas a Behbahan e Omidiyeh.

O CENTCOM emendou que o Irã atacou mais de 30 embarcações comerciais no Estreito de Ormuz nos últimos três meses e que, desde o início de maio, o comando americano facilitou o trânsito de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto pela rota. O tráfego semanal de embarcações no Estreito caiu quase 50%, de 248 navios na semana encerrada em 12 de julho para 127 na semana encerrada em 19 de julho, segundo levantamento divulgado por analistas do setor de energia.
O Goldman Sachs alertou que bloqueios prolongados ao transporte marítimo poderiam levar o petróleo Brent a superar US$ 120 por barril no quarto trimestre de 2026. Com a atualização desta terça, o número de militares americanos mortos em ações relacionadas ao conflito com o Irã chegou a 18, segundo o Departamento de Defesa.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO sargento Angel S. Rampersad, de 28 anos, foi confirmado morto após ter sido dado como desaparecido no ataque à Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, ocorrido em 17 de julho. Anteriormente, o Pentágono já havia confirmado as mortes do sargento Tyler James Feehan, de 25 anos, e da soldado de primeira classe Isabella Gonzales, de 19 anos, no mesmo ataque.
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