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Mortes no território Yanomami disparam sob Lula e superam governos anteriores

Dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso mostram 1.121 óbitos entre 2023 e 2025, ante 951 no mesmo período da gestão Bolsonaro.

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O número de mortes de indígenas na Terra Yanomami registradas durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já superou o total contabilizado no mesmo período do governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde encaminhados ao Congresso Nacional, foram 1.121 óbitos entre 2023 e 2025, ante 951 no intervalo equivalente da gestão passada, conforme relatório divulgado pela revista Veja.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O agravamento ocorre apesar da criação, pela primeira vez na história do país, de um Ministério dos Povos Indígenas, chefiado pela ministra Sônia Guajajara, e da mobilização de recursos federais para ações de saúde, assistência social e combate ao garimpo ilegal no território, considerado o maior do país, com cerca de 30 mil habitantes distribuídos por Roraima e Amazonas.

As causas apontadas para as mortes envolvem principalmente doenças, entre elas malária, pneumonia e desnutrição, além do avanço do crime organizado na região.

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Em 2022, durante a campanha eleitoral, Lula fez da proteção aos povos indígenas uma de suas bandeiras, prometendo ampliar o acesso à saúde e à assistência social e reforçar o combate ao crime organizado nas terras indígenas.

Já em seu primeiro mês de mandato, em janeiro de 2023, o governo decretou emergência em saúde pública na Terra Yanomami e lançou uma operação para retirar garimpeiros ilegais da área, então marcada por denúncias de fome, malária e altos índices de mortalidade infantil atribuídas à gestão anterior.

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