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Mansplaining: Lula praticou ato condenado por feministas ao menos 11 vezes com Renata Vasconcellos no JN

O assunto alcançou os tópicos mais comentados do X/Twitter no Brasil e também repercutiu na GloboNews; comentaristas avaliaram negativamente a postura do petista.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu a jornalista Renata Vasconcellos, da TV Globo, ao menos 11 vezes durante a sabatina concedida à emissora na quinta-feira (27), no âmbito da série “Entrevista com os Candidatos”, do Jornal Nacional. O petista foi entrevistado por Renata e pelo colega de bancada César Tralli.

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Um dos momentos da entrevista gerou repercussão adicional entre comentaristas da própria Globo. Ao ser questionado por Renata sobre o crescimento da dívida pública do país, que ultrapassou R$ 10 trilhões e atingiu 82% do PIB (Produto Interno Bruto) durante seu governo, Lula reagiu com ironia e questionou a forma como a pergunta havia sido formulada.

Foto: Reprodução/TV Globo

“Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar a sua pergunta falando diferente”, disse o presidente, antes de reformular ele próprio a questão em tom explicativo.

A resposta foi criticada horas depois pela jornalista Natuza Nery, durante o programa ‘Central das Eleições’, da GloboNews. Segundo ela, a atitude de Lula se enquadra no conceito de ‘mansplaining’, termo formado pela junção das palavras em inglês ‘man’ (homem) e ‘explaining’ (explicando), popularizado após seu uso pela escritora Rebecca Solnit no livro ‘Os Homens Explicam Tudo para Mim’.

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“Na primeira parte tem um momento que me incomodou, que é quando ele não concorda com a pergunta que a Renata faz e tenta explicar a maneira como ela deveria fazer a pergunta para ele. Tem um nome para isso, que é o mansplaining”, afirmou Natuza.

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