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Ministro da Fazenda diz que déficit dos Correios não deve ser confundido com prejuízo da estatal

Dario Durigan afirma que investimentos também entram no cálculo do déficit público; Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o déficit atribuído aos Correios nas contas públicas não deve ser confundido com o lucro ou o prejuízo contábil da empresa. A declaração foi feita durante debate econômico promovido pela GloboNews na noite de terça-feira (1º), com representantes das principais campanhas à Presidência.

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“Esse resultado que estamos chamando de déficit não podemos confundir com prejuízo ou lucro da empresa. Se a empresa faz investimento, isso é considerado déficit na contabilidade pública”, afirmou Durigan, que participou do debate representando a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

A distinção feita pelo ministro não altera, porém, o resultado contábil divulgado pelos próprios Correios. As demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2026 apontam prejuízo líquido de R$ 5,6 bilhões. Somente no segundo trimestre, a perda foi de aproximadamente R$ 2,4 bilhões.

O resultado do primeiro semestre representa uma piora de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando o prejuízo havia alcançado R$ 4,3 bilhões. A estatal opera no vermelho desde 2022 e encerrou 2025 com resultado negativo de R$ 8,5 bilhões.

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Durigan reconheceu os problemas financeiros da companhia, mas atribuiu parte da situação ao período em que os Correios permaneceram no Programa Nacional de Desestatização. Segundo ele, enquanto empresas privadas de logística ampliaram investimentos durante e depois da pandemia, a estatal perdeu capacidade de modernização.

O ministro também defendeu o aporte de R$ 6 bilhões previsto pela União para fortalecer e modernizar a empresa. Durante o debate, Daniela Marques, representante da campanha de Flávio Bolsonaro, contestou a estratégia do governo, criticou os recursos destinados à estatal e voltou a defender a privatização dos Correios.

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