ver tudo
Menu Política
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Contrato entre Master e escritório da esposa de Moraes previa consultoria sobre PF

Documento de R$ 131 milhões incluía atuação estratégica perante Polícia Federal, polícias civis, Banco Central, Receita Federal e Cade.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O contrato milionário firmado entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, previa serviços de consultoria estratégica envolvendo procedimentos perante a Polícia Federal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O documento foi disponibilizado na íntegra após a retirada do sigilo de procedimentos relacionados ao caso Master. Assinado em janeiro de 2024, o acordo previa uma atuação ampla do escritório em diferentes frentes jurídicas e administrativas relacionadas ao banco.

Entre os serviços previstos estava a implantação e o aprimoramento contínuo do programa de compliance do Master. O contrato também estabelecia consultoria estratégica e jurídica em procedimentos perante a Polícia Federal, polícias civis, Banco Central, Receita Federal e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

A atuação contratada não se limitava a esses órgãos. O documento previa a organização de cinco núcleos de trabalho, com atuação perante o Judiciário, Ministério Público, polícia judiciária, órgãos do Poder Executivo e Legislativo. Neste último caso, estava previsto o acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco.

O contrato também abrangia representação em processos judiciais em todas as instâncias e estendia os serviços aos sócios e acionistas controladores do Master.

Pelo acordo, o escritório receberia 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos. Considerados os impostos previstos no próprio documento, o valor bruto mensal chegava a aproximadamente R$ 3,65 milhões, levando o contrato a cerca de R$ 131,3 milhões ao longo de três anos.

Dados da Receita Federal posteriormente enviados ao Senado apontaram que o Banco Master declarou pagamentos de aproximadamente R$ 80,2 milhões ao escritório entre 2024 e 2025.

O contrato passou a ter ainda mais relevância nas investigações depois que a Polícia Federal analisou os metadados de uma versão encontrada no celular de Vorcaro. Segundo a apuração, o arquivo teve como último editor um perfil do Microsoft Office identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

O escritório explicou que Moraes foi consultado por seu setor de compliance antes da assinatura do acordo, na condição de marido da sócia-diretora. Segundo a banca, a consulta buscou verificar a existência de possíveis impedimentos legais, incluindo processos no STF sob relatoria do ministro ou julgamentos de interesse do futuro cliente.

A banca sustenta que não havia impedimento para a contratação e afirma que Moraes nunca julgou causa envolvendo o Banco Master. O escritório também diz que nunca conduziu processo do banco perante o STF.

Em manifestação anterior, o Barci de Moraes afirmou que efetivamente prestou serviços ao Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo a banca, uma equipe de 15 advogados realizou 94 reuniões de trabalho e produziu 36 pareceres e opiniões jurídicas durante o período.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Política Toffoli: com sigilo retirado, veja as novas informações que atingem o ministro do STF
  2. Política PF faz buscas contra Mário Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro
  3. Política PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas destinadas ao filme ‘Dark Horse’
  4. Política Paes fala sobre corrupção no RJ, cita Witzel e Castro, e diz que ‘não dá para culpar Bolsonaro’