ver tudo
Menu Cotidiano
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Governo deve lançar consulta pública sobre inteligência artificial

Objetivo é colher opiniões de pesquisadores, cidadãos e empresários.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O governo federal deve lançar até o fim do ano consulta pública com uma proposta de estratégia nacional de inteligência artificial. O objetivo é colher opiniões e considerações de pesquisadores, cidadãos, empresários e gestores públicos sobre quais políticas públicas devem ser adotadas pelo Estado para fomentar o uso dessa tecnologia no país.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A estratégia está em elaboração pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com auxílio de uma consultora contratada, a professora de Ciência da Computação Rosa Maria Viccari, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em debate na 5a Semana de Inovação, a representante do MCTIC Karla Cavalcanti informou que estão sendo avaliadas experiências de quase 30 países para formular a proposta. Após a consulta, os comentários serão consolidados e a estratégia será publicada como uma política nacional para o setor.

“Estamos cada vez mais colocando órgãos e entidades privadas. A tendência é que cada vez mais a gente vá construindo esse documento com todo mundo. E a consulta pública vai dar oportunidade para cada profissional ou pesquisador que trabalha com o tema de colocar suas opiniões”, disse Karla Cavalcanti.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

O representante do Tribunal de Contas da União (TCU) Wesley Vaz destacou a importância de fortalecer a formação nas carreiras relacionadas à área. Ele citou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) segundo os quais os egressos de cursos de ciência e tecnologia são 8% menores do que a média da organização.

“Temos dificuldade de [encontrar] pessoas que possam lidar com inteligência artificial, tanto no serviço público quanto no setor privado. Temos poucas pessoas e a formação não necessariamente discute o assunto de imediato”, comentou Vaz.

O chefe de inteligência artificial da empresa Neoway, Ricardo Fernandes, ressaltou que, atualmente, faltam trabalhadores com qualificação na área. “Muitas vezes, as empresas ficam brigando por poucos engenheiros. E outros acabam saindo do país, pois recebem em outra moeda e ganham benefícios”, comentou.

O consultor do Senado Jacson de Medeiros relatou a experiência francesa, que transformou quatro centros de pesquisa em locais dedicados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial, com quadro próprio de pesquisadores. Uma das medidas para reter os talentos foi dobrar o salário dos profissionais para evitar a evasão.

Centros de pesquisa

Ontem, o titular do MCTIC, Marcos Pontes, anunciou na Semana de Inovação a criação de oito centros de pesquisa em inteligência artificial. Um dos laboratórios será para pesquisa “pura”. Outros quatro serão voltados para áreas elencadas na Política Nacional de Internet das Coisas: saúde, agricultura, indústria e saúde. O quarto centro terá como objetivo desenvolver aplicações de governo.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Cotidiano Paulo Soares morre em acidente aéreo em Santa Catarina
  2. Cotidiano Morre Rick, da dupla com Renner, aos 59 anos
  3. Cotidiano Helicóptero com cantor Rick é encontrado; não há sobreviventes
  4. Cotidiano Rio Tietê tem redução de 26,7% na carga de poluição com avanço histórico de investimentos em saneamento pela Sabesp