O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, na última terça-feira (8), um novo penduricalho aos juízes brasileiros.
A medida tem potencial para turbinar ainda mais o custo médio de cada togado, hoje na faixa de R$ 50,9 mil mensais.
A resolução é aprovada num momento em que aumenta a pressão para ampliar o poder da reforma administrativa, que atualmente não abrange membros do Judiciário.
Segundo o texto aprovado, os tribunais poderão regulamentar o pagamento de 1/3 do subsídio do magistrado a título de compensação.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppEsse valor será concedido aos juízes que atuam, de forma simultânea, em mais de uma Vara do Judiciário ou que acumulam “acervo processual”.
A proposta é de autoria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e foi pautada junto ao CNJ pelo ministro Dias Toffoli em sua última sessão como presidente do órgão.
Em nota à imprensa, a AMB afirma que a falta de parâmetros para gratificação “representava quebra de isonomia” e que a alteração “visa a uma valorização da magistratura”.
Nem o CNJ nem a AMB divulgaram o custo potencial do penduricalho.
A recomendação do Conselho, porém, é que a nova verba se sujeite ao teto remuneratório, que limita o ganho do servidor ao salário de ministro do STF (R$ 39,2 mil).
No entanto, sabemos que isso não acontece na prática. O pagamento verbas além do teto é uma realidade no Judiciário.
Um belo exemplo é caso do auxílio-moradia, que engordou os contracheques dos magistrados entre 2014 e 2018, independentemente de ter havido ou não deslocamento.
A informação é do R7.