Escolas em toda a Escócia têm denunciado os pais às autoridades locais se eles não apoiarem o desejo de seus filhos de ‘trocar de sexo’, segundo o The Sunday Times.
O jornal britânico relatou que dezenas de denúncias foram feitas com base em orientações, financiadas com recursos públicos, realizadas pelo grupo de lobby pró-trans LGBT Youth Scotland.
O governo escocês se distanciou da orientação em 2019, depois que o The Christian Institute emitiu uma carta legal expressando “preocupações significativas” sobre o material “enganoso”.
A orientação, ‘Apoiando Jovens Transexuais: Orientação para Escolas na Escócia’, diz que os professores não devem dizer aos pais se seus filhos ‘mudarem de sexo’ na escola, a menos que a criança, que pode ter até quatro anos de idade, dê permissão, e que se os pais estiverem “lutando” com a identidade transexual de seus filhos, a equipe pode considerar levar isso às autoridades locais.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppEntre os Conselhos, subdivisões administrativas da Escócia, que receberam denuncias de escolas estavam West Lothian, Orkney e North Ayrshire.
O Conselho de Clackmannanshire também confirmou que os encaminhamentos foram feitos, com escolas alegando que isso era “para apoiar alunos trans que tinham problemas adicionais e mais complexos que exigiam intervenções direcionadas”.
Desde 2018, o Conselho de West Dunbartonshire recebeu seis denúncias de escolas que pedem orientação adicional para permitir que a equipe ou os pais “apoiem melhor os alunos trans”.
O vice-diretor de Relações Públicas do The Christian Institute, Simon Calvert, criticou os Conselhos e as escolas por usarem esta orientação desconsiderada.
“Esses ativistas provaram que não são um guia confiável para a lei. Não consigo entender por que as escolas estão prestando atenção a eles quando se trata do delicado equilíbrio entre os direitos das crianças e dos pais”, disse Calvert. “A ideia de que as escolas estão sendo guiadas por suas opiniões e encaminhando os pais às autoridades locais por não concordarem com elas é ultrajante.”
“Há um debate muito contestado em andamento agora sobre como responder aos jovens que vivenciam a confusão sexual. As escolas devem exercer cuidado e sensibilidade para com todos os envolvidos, incluindo os pais. Levar a questão ao Conselho para ‘reeducar’ os pais que discordam da linha LGBT Youth Scotland é opressor e errado”, concluiu.
Com informações, The Christian Institute.
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