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Em recuo de Biden, atual governo dos EUA pode terminar construção de muro da gestão Trump

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Dois meses atrás, Joe Biden cancelou a emergência declarada pelo ex-presidente Donald Trump que financiaria a construção do muro que separa o México dos Estados Unidos. Agora, oprimido pela crise migratória, ele parece recuar.

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Alejandro Mayorkas, secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, deu a entender que a construção do muro provavelmente será retomada. Ele disse que o atual governo terminaria de preencher todas as “lacunas” no atual muro que separa o México de seu vizinho do norte.

De acordo com o jornal The Washington Times, o secretário apresentou um relatório aos funcionários do Serviço de Fiscalização de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) sobre os planos futuros.

Mayorkas explicou que a iniciativa foi tomada para continuar a servir algumas áreas do muro que necessitam de renovação. “Projetos particulares que precisam ser concluídos”, detalhou no relatório.

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Alguns desses ajustes, segundo ele, incluirão “lacunas”, “portões” e “áreas específicas” nas quais, embora o muro de fronteira possa ser concluído, ainda não foi possível “implementar adequadamente a tecnologia”.

Discutindo o plano, apresentado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Mayorkas disse que há diferentes projetos em revisão.

Ao final do Governo Trump, os Estados Unidos haviam concluído mais de 720 quilômetros de construção. O novo muro deveria cobrir toda a fronteira de 3.145 quilômetros. Grande parte da construção foi realizada em áreas onde já existia algum tipo de barreira.

Funcionários do antigo governo afirmaram que o muro da fronteira reduziu as atividades de tráfico humano e de drogas e também a travessia ilegal de pessoas.

A atual crise de migração parece confirmar a necessidade de se concluir o projeto do ex-mandatário. De acordo com a Reuters, as autoridades dos EUA detiveram mais de 171.000 migrantes ilegais na fronteira com o México apenas em março deste ano, o que representa o maior total mensal em duas décadas e o mais recente sinal do crescente desafio humanitário que Joe Biden enfrenta. O montante inclui cerca de 19.000 crianças migrantes desacompanhadas e 53.000 familiares que viajam juntos. Os adultos solteiros representam aproximadamente 99.000.

Com informações, Infobae.

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