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Análise

FHC será o cabo eleitoral de Lula em 2022?

Falas do tucano trazem à tona o interesse de sobrevivência da ‘velha política’.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, tem acenado positivamente diante da possibilidade de Lula disputar o pleito eleitoral em 2022.

O PSDB, que há décadas emplacou uma oposição incongruente ao PT, agora manifesta nitidamente as semelhanças mais íntimas que existem entre as siglas.

Em 2017, PT, MDB [antigo PMDB] e PSDB lideravam acusações de corrupção e caixa 2. A lista de ministros, governadores, senadores e deputados que foram alvos de investigação por determinação do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluía 16 nomes do PT, 14 do PMDB e 11 do PSDB.

Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.

Há quem aponte FHC como alguém isento. Na verdade, ao contrário do que muitos pensam, o veterano político é alguém que possui lados bem definidos. Ele é uma das principais peças do ‘teatro das tesouras’ — termo utilizado para apontar ligação hegemônica e sorrateira entre a maioria dos partidos — em que não existe oposição, mas uma série de malabarismos com o objetivo central de se perpetuar no poder.

Recentemente, conforme vem registrando o Conexão Política, o tucano tem proferido várias declarações contra o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, alegando que é preciso derrotá-lo.

A partir disso, Luiz Inácio Lula da Silva é a bola da vez. Ele, na visão dos progressistas, é o único nome capaz de derrotar o capitão da reserva do Exército Brasileiro.

Em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da Rede Globo, exibida nesta terça-feira, (18), FHC disse que o país necessita de “um caminho mais aberto, mais democrático”. E, se preciso, ele certamente apertará o número 13, do PT, por ter convicção de “saber o que significa Bolsonaro”.

“O Lula respeita as instituições. O Lula é uma pessoa curiosa porque, ao mesmo tempo em que ele é líder sindical e olha para os que mais precisam, ele gosta dos que não precisam […]. Então, ele faz uma ponte e, em certas circunstâncias, é melhor ter alguém que faça pontes do que alguém que derrube pontes”, declarou.

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FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

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