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COLUNA: Quatro notas sobre o Brasil

Carlos Júnior

Depois de anos como um cadáver político sem importância alguma, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ressurgiu das cinzas ao ser escolhido como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID. Renan é alvo de inúmeros inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram um leque de crimes. É o mesmo que traiu Collor, foi ministro da Justiça no governo FHC e virou o homem de confiança de Lula. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios em bom estado questiona a índole desse sujeito.

Mas nada que seja problema para a imprensa e a esquerda brasileira – perdoem-me a redundância. Ao fazer da CPI um palanque político com o intuito claro de prejudicar o presidente Jair Bolsonaro, Renan virou do dia para a noite arauto da moralidade neste país. Até os lavajatistas foram na onda. Para destruir o atual governo e todos os seus simpatizantes, vale tudo. Até mesmo santificar um indivíduo bastante controverso – para dizer o mínimo.

Renan deu ‘piti’ por ser chamado de vagabundo pelo presidente. Ora, o que queria o senador? Ele transformou uma CPI em politicagem rasteira para desgastar o chefe do Executivo, em uma atitude proporcional ao seu caráter. Tanto ele quanto os que o escolheram como ídolo merecem ser achincalhados.

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O deputado Fausto Pinato (PP-SP) vive a nos brindar com pérolas maravilhosas. É um dos parlamentares mais incultos que o Congresso já viu – não por acaso trucida o filósofo Olavo de Carvalho sempre que pode –, mas ama cantar de galo e aparecer como político racional. A sua nova peripécia foi enviar ao Supremo uma lista de ‘’sites que estariam, de forma articulada, divulgando notícias falsas sobre a pandemia de Covid-19’’.

Em primeiro lugar: quem define o que é verdade ou não? O sr. Pinato ou o ministro Alexandre de Moraes? Segundo: ao tratar de tema eminentemente científico, o deputado deveria saber que as posições hoje respaldadas pela maior parte da comunidade científica podem ser desprezadas amanhã, pois a ciência é um campo de conhecimento altamente volátil. Por último, o que ele deseja com essa iniciativa? Cadeia para os que não pertencem à panelinha da imprensa tradicional?

Seja lá qual for o objetivo do sr. Pinato, fica clara a tentativa de silenciar a mídia independente. Ele e os figurões do establishment presumem que o povo é estúpido demais para acreditar em notícias falsas, cabendo a eles e aos iluminados da grande mídia a função sacerdotal de guiá-lo ao caminho da verdade. Por essas e outras que ambos caminharão juntos para o merecido ostracismo.

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A operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro, provocou reações indignadas nas hostes progressistas. De deputado do PSOL até jornalista da grande mídia, todos bradaram contra a operação pelo saldo de 28 mortos – sendo um policial e o restante do outro lado. ‘’Genocídio’’ e ‘’chacina’’ foram os chavões mais utilizados pelos Marcelos Freixos e pelas Talírias Petrones.

Para quem não sabe, a esquerda mundial assumiu a defesa da criminalidade após Herbert Marcuse – membro da Escola de Frankfurt – notar que os indivíduos considerados excluídos da sociedade seriam a nata da nova classe revolucionária. O proletariado, confortável com o avanço do capitalismo e das novas tecnologias, não teria mais interesse algum em derrubar o ‘’sistema’’. Restou aos integrantes da esquerda a causa dos bandidos, marginais e tutti quanti.

Olavo de Carvalho expôs brilhantemente como esse processo se deu no Brasil. Não é surpresa para mais ninguém a relação entre esquerda e banditismo. Mas a defesa dos criminosos não é mera burrice inconsequentemente: é estratégia política muito bem pensada. Fomentar o caos para conquistar seus objetivos é especialidade número um da esquerda.

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O governador Wellington Dias (PT-PI) vive cobrando o governo federal por mais vacinas. Estabeleceu prazos mirabolantes que só um ignorante em logística como ele poderia oferecer. Após a negativa ANVISA em relação ao uso da vacina russa Sputnik V, o governador deu chilique e colocou em xeque a credibilidade da agência regulatória.

Pois bem, até a data em que escrevo este artigo, o Piauí recebeu do Ministério da Saúde cerca de 1.043.360 vacinas. Desse montante, apenas 760.642 doses foram aplicadas. Mais 100 mil doses foram entregues no dia 13/05. Vacina não faltou ao estado – bem como para todos os outros. O que falta é competência e empenho aos gestores locais na aplicação mais célere do imunizante, não vontade de aparecer.

Antes de cobrar o governo Bolsonaro por uma celeridade maior no processo de vacinação, o governador Wellington Dias poderia se olhar no espelho e cuidar dos problemas do seu estado. Parar com a tagarelice e trabalhar direito são ótimos passos para tal objetivo. Menos saliva e mais trabalho, governador! É isso o que os piauienses esperam.


Referências:

1.https://brasilsemmedo.com/suas-agressoes-sao-socos-no-ar-diz-renan/

2.https://jovempan.com.br/noticias/politica/deputado-envia-a-alexandre-de-moraes-lista-de-sites-difusores-de-fake-news.html

3.http://olavodecarvalho.org/bandidos-letrados/

4.https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/05/13/brasil-aplicou-ao-menos-uma-dose-de-vacina-contra-covid-em-377-milhoes-de-pessoas-aponta-consorcio-de-veiculos-de-imprensa.ghtml

 

Comentários

Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana com análises não vistas na grande mídia.

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