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COLUNA | É isso que os abortistas chamam de “vitória”?

O que mais me deixou surpreso nisso tudo, foi um tweet de uma militante progressista aleatória anunciando, com uma perversa dose de entusiasmo de copa do mundo, um aborto bem sucedido que aniquilou uma vida inocente e impregnou mais um trauma permanente na alma de uma menina que já estava impactada e completamente afetada por anos de abuso sexual praticado pelo seu próprio tio, debaixo do próprio convívio familiar. É uma história perversa de comover qualquer um, mas que infelizmente foi instrumentalizada pelo sadismo progressista e pseudomoralismo da militância cibernética.

Não, nenhum progressista ou abortista estava preocupado com a integridade física e psicológica da garota. Não estou politizando nada também, mas vamos aos fatos: esqueceram que esse mesmo grupo político carrega como ícone inquestionável a Simone de Beauvoir, notoriamente conhecida por liderar petição solicitando a soltura de seis pedófilos condenados na sua época? Preciso lembrar que esse mesmo ícone já foi proibido de lecionar por aliciar menores de idade? Precisamos voltar no tempo e lembrar que esse mesmo grupo político concentra todos os seus esforços contra quaisquer iniciativas para aumentar o grau de punição estatal em cima dos crimes sexuais e principalmente daqueles praticados contra crianças e adolescentes?

Acho que também não preciso lembrar do bizarro episódio da suposta “manifestação artística” do homem nu, em que crianças eram estimuladas a tocar partes do corpo do sujeito enquanto uma plateia desalmada assistia o espetáculo da bizarrice com sorrisos estampados, não é? Tal “manifestação artística” recebeu efusivo apoio da militância progressista e de toda a classe artística da Rede Globo, rendendo debates em programas matinais favoráveis ao que aconteceu. Tudo isso sem nenhuma preocupação com a integridade psicológica das crianças no cenário.

Bom, tal tweet citado no primeiro parágrafo comemorava o procedimento do aborto como uma “vitória”. Mas eu pergunto: vitória pra quem? A criança agora carrega dois profundos traumas na sua alma e psique, e o delinquente, psicopata e estuprador continua livre e completamente incólume. Nesse ciclo histérico todo, pouco se falou sobre meios de reformar o código penal e estabelecer penas mais rigorosas para esse caso, e pouco foi falado do próprio estuprador. Até mesmo nas discussões passionais da internet o principal bandido da história saiu completamente ileso, com poucas citações e preocupações, pois a discussão ideológica e proselitismo político tomaram lugar daquilo que é essencial a ser discutido.

Não houve vitória nenhuma. Uma vida foi ceifada nesse procedimento à despeito de quaisquer constatações médicas sobre o risco tremendo tanto para a menina quanto para o bebê, e esse trauma permanente será adicionado à psique da garota e nenhum ativista pró-aborto tomará uma iniciativa para neutralizá-lo. O teatrinho acabou, o show acabou, e o que eles queriam já foi feito. O bebê já morreu e o estuprador continua solto. O aborto aconteceu e a impunidade perdura.

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A coluna é assinada por Filipe Altamir, graduado em Direito e especialista em Ciência Sociais. Neste espaço, escreve sobre política e sociedade.

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