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Coluna

Apoio a Bolsonaro resiste à pandemia

Conteúdo de análise e opinião.

Brasília - DF, 12/04/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro, chora durante videoconferência com lideranças religiosas em comemoração da Páscoa.Foto: Marcos Corrêa/PR

A pandemia da Covid-19 evidenciou o inconformismo da oposição contra o atual governo brasileiro, cuja vitória foi garantida por mais de 57 milhões de brasileiros.

O pleito de 2018 não projetou apenas a vitória de Jair Messias Bolsonaro, mas escancarou o perfil conservador da sociedade brasileira, que propôs uma mudança significativa no perfil político de seus representantes.

Após a ascensão do militar da reserva ao assento do Planalto, o cenário que já estava sendo previsto se confirmou: o governo seria amplamente minado e bombardeado no andamento do mandato.

Pouco mais de um ano após o primeiro caso do novo coronavírus ter sido identificado no Brasil, o país ainda segue se deparando com brigas e discussões políticas sobre medidas concretas para o enfrentamento da doença que continua assolando o território brasileiro de ponta-a-ponta.

O cenário é realmente grave. De um lado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) buscando encontrar crimes contra o governo federal. Do outro, partidos e políticos unindo forças para emplacar um impeachment na Câmara.

A imprensa brasileira, que deveria estar cobrindo acontecimentos e veiculando fatos, em grande parte se tornou uma verdadeira militância política, reproduzindo diuturnamente ataques contra o presidente da República e toda a base governista.

Além disso, o país segue tentando compreender as intensas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem ganhado ainda mais protagonismo no período da pandemia. Na visão de muitos, há intervenções que ecoam notoriamente como sentimento de antagonismo.

Segundo uma pesquisa do PoderData, publicada no dia 24 de junho de 2021, 31% dos entrevistados dizem que o trabalho do STF é considerado “ruim” ou “péssimo”. A taxa caiu 11 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Ainda segundo o mesmo levantamento, apenas 18% acreditam que o órgão tem feito um trabalho “ótimo” ou “bom”.

Recentemente, conforme registramos, o colunista Jorge Amado, do site Metrópoles, veiculou uma matéria sobre uma suposta declaração de um ministro da Corte.

Na ocasião, o magistrado teria dito, sob condição de anonimato, que “tem um cheiro de ingovernabilidade no ar” (saiba mais).

Não suficiente, Luís Roberto Barroso, presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem rejeitado a ideia de o voto impresso ser adotado no sistema eleitoral do país. O magistrado, inclusive, chegou a dizer que recebeu “com satisfação” a manifestação de 11 partidos em favor da manutenção do sistema atual de votação e contra o voto impresso.

Perante o exposto, a resposta é que sim, há uma ampla crise instaurada no Brasil. No entanto, ao contrário do que buscam promover, a crise não está saindo exclusivamente do poder Executivo, mas tem reverberado evidentemente nos Poderes da República.

É por este, e por tantos outros motivos que não dá para simplificar os reais problemas do Brasil. Não há como fechar os olhos e, surpreendentemente apontar dedos, na tentativa de mirar um ‘bode expiatório’.

O maior problema do país é, na verdade, a crise política instaurada. Tudo isso têm acontecendo a pouco mais de um ano da eleição do pleito eleitoral de 2022.

Por fim, é preciso destacar: apesar dos intensos ataques de políticos e de representantes de siglas partidárias contra o chefe do Executivo, a ascensão do mandatário parece não ter sido abalada neste surto da Covid-19.

Nos últimos meses, conforme vem registrando o Conexão Política, a expressiva popularidade de Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ser destaque no cenário político.

Retomando o cenário do caos

As medidas de tranca-tranca— impulsionada e estabelecida por governadores e prefeitos que endureceram ações de restrições na pandemia sob a justificativa de combater o surto da Covid-19— se tornou o palco principal de milhões de brasileiros que ficaram o sob risco de perder seus empregos e, inevitavelmente, enfrentar o desabastecimento alimentício no seio familiar.

Um indicador surpreendente do impacto econômico pós-pandemia é que os índices da extrema-pobreza seguem aumentando no país.
Consequentemente, os pedidos de auxílio emergencial cresceram drasticamente, revelando a luta de milhões de famílias para sobreviverem financeiramente.

De acordo com números projetados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza.

Em agosto, a população pobre era cerca de 9,5 milhões: 4,52% do total de brasileiros, 210 milhões. Em fevereiro, saltou para 27,2 milhões: 12,83%.

Uma outra pesquisa, do Instituto Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, revela uma grande preocupação dos brasileiros.

Segundo o levantamento, divulgado no início deste ano, 69% dos brasileiros que receberam o auxílio emergencial ainda não encontraram outra fonte de renda para substituir o benefício.

O cenário caótico favoreceu ainda mais o presidente da República.

Fome

Em maio de 2020, quando o surto da Covid-19 chegava ao país, o presidente Jair Bolsonaro tecia fortes críticas às restrições e medidas de isolamento radicais, alegando que a fome iria desencadear problemas muito maiores no país.

“Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome. A fome mata, a fome mata! O Brasil está se tornando um país de pobres. O que eu falava lá atrás, que era esculachado, estão vendo a realidade agora aí. Para onde está indo o Brasil? Vai chegar um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, de fechar tudo, não é esse o caminho. Esse é o caminho do fracasso, quebrar o Brasil”, disse o chefe do Executivo, na época.

Ele, desde o início, tem destacado que as políticas adotadas ao longo dos últimos meses necessitam de revisão para que se possa ‘voltar à normalidade’, argumentando que os efeitos colaterais do combate à pandemia podem ser mais danosos do que o próprio vírus.

Desemprego

Com os primeiros casos registrados, o presidente já discursava sobre a preocupação em torno do desemprego que poderia assolar no país.

Na ocasião, ele dizia que as autoridades, em conjunto, deveriam se unir para preservar os empregos dos brasileiros. Para ele, ações simultâneas deveriam ser implantadas para preservar a saúde das pessoas e assegurar os milhões de trabalhos e serviços.

“O Supremo Tribunal Federal decidiu que os governadores e prefeitos é que são responsáveis por essa política, inclusive isolamento. Agora está vindo uma onda de desemprego enorme aí. Informais e o pessoal formal também. Não queiram colocar no meu colo. Compete aos governadores a solução desse problema que está acontecendo quase no Brasil todo”, disse Bolsonaro, na época.

Em busca de diálogo

Ainda em maio de 2020, o chefe do Executivo acenava positivamente para prefeitos e governadores, buscando maiores diálogos para um enfrentamento efetivo contra a Covid-19 no Brasil.

Condenando a ‘guerra política’, Bolsonaro assegurava estar ‘pronto para conversar’.

Contudo, ao que parece, parte dos governadores não demonstraram a mesma disposição.

“Então, [este é] o apelo que eu faço aos governadores: revejam essa política, eu estou pronto para conversar. Vamos preservar vidas, vamos. Mas dessa forma, o preço lá na frente serão centenas a mais de vidas que vamos perder, por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo”, declarou o mandatário, na saída do Palácio da Alvorada, em maio do ano passado.

No atual cenário em que o Brasil se encontra, ficam visíveis os esforços do chefe do Executivo. Bolsonaro não só buscou alertar sobre os futuros impactos da Covid-19 no país, mas também esteve interessado em estabelecer diálogos e união entre todos os setores da sociedade para o enfrentamento da pandemia.

Os prefeitos e governadores, no entanto, tardaram entender a escala do risco, postergando em agir coletivamente e de acordo com a necessidade urgente para socorrer os milhões de brasileiros que seriam afetados pela doença.

Faltou, sem dúvidas, uma gestão efetiva para controlar o surto da Covid-19, e garantir a manutenção da economia.

A reação popular evidenciou o fenômeno

Insatisfeitos com os decretos estaduais e municipais, a população foi às ruas contra o fechamento de comércios e industrias. Integrantes de diversos setores produtivos mobilizaram atos pelo fim das medidas que ainda continuam afetando afetando vários segmentos econômicos.

Diante da pandemia, e com a crise econômica, sanitária, social e política instaurada, convocações de atos de rua em defesa da democracia, das liberdades individuais e do presidente Jair Bolsonaro ganharam fôlego em meio à pandemia.

Os novos protestos, marcados em várias capitais e cidades do país, estão sendo chamados via redes sociais desde o ano passado.

Em constante crescimento, a marchas são puxadas de modo espontâneo, incluindo também grupos e lideranças de movimentos de direita.

A adesão popular tem sido tão expressiva ao ponto de fomentar a entrada de outros movimentos que estão se somando à onda, como grupos de caminhoneiros, motoclubes e até mesmo mototaxistas.

Embalados pela força política do presidente, apoiadores do chefe do Executivo já estão em clima de pré-campanha em diversas cidades do país.

Apesar de todos os elementos mencionados anteriormente, o apoio a Bolsonaro resiste à pandemia— trazendo à tona o mesmo fenômeno de 2018— e testemunhando a consolidação do movimento conservador no país.

Comentários

FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

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