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Análise

Por que a atriz feminista detesta ser mãe e o que isso tem a ver com o feminismo?

Filipe Altamir

Na obra ‘O segundo sexo’, Simone de Beauvoir já apregoava que as mulheres deveriam ser proibidas de serem mães e donas de casa, pois caso fossem livres para escolher, elas certamente optariam por isso.

O que o feminismo tem a ver com uma atriz feminista, brasileira, que diz abertamente em um dos maiores veículos de comunicação do país, em pleno mês de maio, que detesta ser mãe, além de atuar em um movimento de ‘arrependimento’ que “visa à libertação da voz das mães que não são felizes como mães, que sofrem e sentem culpa por conta da maternidade”?

Imagine o impacto psicológico que deve causar numa criança de 10 anos ao ver sua própria mãe flagrantemente alardeando que detesta ser mãe, além de ser uma ‘mãe arrependida’? Imagine quando a garota crescer e tiver ainda mais maturidade para refletir a profundidade desse disparate?

Como bem disse Jordan Peterson, o verdadeiro sentido da vida adulta se encontra no exato momento quando o ser humano gera uma nova vida, que passa a ser mais importante que a sua própria. Com esse dever genético e parental, é possível aniquilar o seu ego e se entregar completamente a essa nova vida. O mesmo processo se dá também no próprio casamento e na dinâmica natural de gerar filhos.

A teórica Andrea Dworkin afirmava categoricamente que as mulheres precisariam renunciar à maternidade caso quisessem alcançar a libertação feminina e a destruição do patriarcado. Betty Friedan, apesar de ter sido casada e amparada pelo marido, detestava ser mãe e esposa e destilava seu ódio contra a maternidade nos seus escritos.

A marca do movimento feminista é a subversão, a ideologia de gênero que suprime a identidade feminina, a revolução sexual e a desestruturação da família e dos relacionamentos considerados ‘heterocapitalistas’.

A bandeira nefasta da liberdade sexual e da irresponsabilidade parental têm raízes profundas desde a autora da carta inaugural do feminismo, Mary Wollstonecraft, e a revolução sexual encontrada em sedimentações da era iluminista, na eclosão da revolução francesa, com Marquês de Sade, considerado o pai da libertinagem sexual como controle das massas e política revolucionária.

A era do iluminismo jacobino culminou em toda essa desgraça que estamos vivendo, além do feminismo, é claro. Marquês de Sade, famoso pervertido por protagonizar a perversão sanguinária urbana em Paris, foi um dos precursores do que chamamos de ‘pornografia’ hoje em dia, escrevendo romances pornográficos, peças de teatro, além de ser aventurar em questões políticas sob influência da cosmovisão mecanicista newtoniana.

Ok. Mas o que Newton tem a ver com tudo isso? A mecânica newtoniana fez uma ruptura com a antiga cosmologia tradicional de um universo ordenado por um Deus, propositado e com significado metafísico existencial e transcendente, além de promover a noção de corpos frutos da mera aleatoriedade de átomos vagando pelo universo sem propósito algum.

Com essa ruptura, nasce a noção materialista da liberdade, que surge como quebra da filosofia e sabedoria grega dos principais filósofos ocidentais. Ao invés da liberdade ser alcançada através do auto-controle e do auto-governo, a entrega desenfreada e despojada do seu ‘eu’ passa a ser entregue aos seus instintos e vontades mais primitivas, tornando-se a apoteose da libertação, ainda que seja a escravidão em si mesmo.

A partir disso, a sexualidade torna-se assunto de ordem pública e filosófica, e a perversão sexual torna-se também uma missão pessoal que contribui para desamarrar a humanidade dos antigos tabus considerados ‘repressores’. Marquês de Sade protagonizou o início da revolução sexual como controle político das massas e terminou louco.

Mary Wollstonecraft, autora da carta inaugural do movimento feminista, passou sua vida como ativista revolucionária feminista e adepta da revolução francesa, solenemente ignorando o banho de sangue, pregando o fim da monogamia, do casamento e da maternidade, mas terminou depressiva por ser rejeitada por um bad boy libertino. Essa rejeição a envolveu de tal maneira, que fez com que ela tentasse o suicídio.

Ao final da vida, casou-se com Godwin e sentiu-se realizada, apesar de ter proposto um ménage à trois ao bad boy, e se oferecer para materializar uma figura de segunda esposa.

A neurose exasperada é marca registrada de todos os filósofos da perversão da sexualidade e promotores da degeneração pós-moderna.

Comentários

Escritor formado em Direito, conservador e analista político.

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