ver tudo
Menu Cotidiano
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A maior violação de direitos humanos nesta nação foi a corrupção”, diz ministra Damares Alves

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

No dia 3 de junho, a ministra Damares Alves participou do programa de entrevista NA LATA, apresentado por Antonia Fontenelle. Durante a entrevista, a ministra falou sobre o trabalho que tem feito na pasta do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Fontenelle conduziu a entrevista com leveza e mostrou sua grande admiração pela mulher ministra e o trabalho importantíssimo que Damares está fazendo pela nação.

A entrevistadora mencionou sobre o mar de críticas injustas e as desconstruções que tentam fazer com a imagem da ministra diariamente. Em seguida, questionou como Damares consegue levar a vida com tanta leveza, apesar de um passado tão pesado. Damares respondeu:

“A fé me faz caminhar com essa leveza. Se não tivesse essa leveza e o bom humor, não conseguiriam conduzir essa pasta. A pasta é pesada”.

Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

“Nesta pasta está o disque 100, a denúncia sexual contra as crianças. O disque 180, as denúncias de violência contra as mulheres. Tenho que ver os arquivos, tenho que ler. E você não tem ideia. Tem noites que a minha equipe não dorme. Tem noites que a minha equipe aqui termina em prantos, de tudo o que nós temos que receber como denúncia. Está nesta pasta a proteção às testemunhas”.

Proteção de minorias

Também em sua pasta está o trabalho com idosos. Damares disse que recebeu imagens de idosos sendo espancados, idosos amarrados no fundo de um quintal, num chiqueiro e a família usando o cartão do benefício do idoso.

Damares mencionou que precisarão urgentemente fazer uma Cruzada de proteção aos idosos no país.

Além dos idosos, a ministra mencionou que será necessário fazer um pacto pela infância e um grande projeto de proteção à mulher. “Não dá mais para suportar os números”, disse Damares.

Reconstrução da Pátria

O objetivo de Damares e toda sua equipe é de reconstruir uma grande pátria, buscando o resgate de alguns valores.

“E só um presidente corajoso e que não quer jogar pra galera ver, que quer fazer a diferença, tem a coragem de fazer o que nós vamos fazer, essa contrarrevolução cultural”, disse Damares.

A ministra acredita que há a possibilidade de se fazer uma grande contrarrevolução cultural no Brasil. Trabalhando a violência contra o idoso na escola e desenvolvendo programas de respeito e interação entre gerações. Dessa forma, as crianças aprenderão a respeitar o idoso e a ter orgulho de ter um vovô e uma vovó em casa.

De acordo com Damares, atualmente há pouca política de amparo ao idoso no país. Em conversa com o presidente Bolsonaro, ela mencionou que ele quer um tipo de “creche para idosos”. Um lugar em que a família pudesse deixar o parente idoso passar o dia e fazer atividades. No final do dia, quando os parentes voltassem do trabalho, pudessem buscá-lo para dormir no seio da família.

Damares mencionou que em uma conversa com o presidente Bolsonaro, ele disse: “O mesmo número de creches, eu quero para o mesmo número de casa para idosos”. E a ministra acrescentou: “Só um presidente sensível pode pensar isso”.

Damares sabe que esse governo não poderá fazer tudo, mas começará. Ela confia que este governo dará o ponta pé inicial e que cuidará dos idosos no Brasil.

De acordo com a ministra, o governo Bolsonaro será um governo que resgatará valores. E estes também serão resgatados nas escolas.

Ideologia de gênero, travestis e ativismo LGBT

A respeito dos travestis no Brasil, Damares disse que o que tem sobrado para eles é a rua. O maior número de violência contra este grupo acontece nas ruas, inclusive pelos homens que os consomem.

A ministra afirmou que quem está indo para a rua bater em travestis, não são os cristãos, padres, pastores e a família conservadora, mas os consumidores da prostituição deste grupo. Também há outros motivos de violência, como as brigas de rua e os traficante de drogas.

Damares acredita que se os travestis tivessem uma outra oportunidade além da prostituição, eles deixariam as ruas. Ela se mostra preocupada com os travestis, com as lésbicas e com os adolescentes que estão com a dúvida na sua identidade sexual. Se preocupa como lidar com eles, pois o número de suicídio entre eles é grande.

A dona da pasta mais pesada confessa ser uma ministra apaixonada por essa minoria, mas com posições fortes com relação à ideologia de gênero. Damares acredita que há uma diferença entre ideólogos de gênero e o movimento gay e ativistas. De acordo com a ministra, os ideólogos de gênero usaram o movimento LGBT para implantar a ideologia de gênero. E esta ideologia não é boa para o movimento gay. A ideologia de gênero vem com a primícias de que ninguém nasce homem e ninguém nasce mulher, que é uma construção social.

A ministra ainda acrescentou que essa ideologia não tem amparo científico e por isso, ela deve ser combatida.

“O perigo é que a ideologia que estava sendo discutida na academia, foi levada para a infância. E a criança não está pronta para discutir uma teoria que não tem respaldo científico ainda”, disse Damares.

Críticas

As críticas à ministra vêm diariamente: “a ministra louca” ou “a ministra maluquinha”. Mas, Damares aprendeu a fazer de limões, limonada, como ela mesmo afirma. O que se notou, é que a cada ataque e crítica que a ministra sofre, a imprensa a procura, e ela tem a oportunidade de levantar questões importantes para o Brasil, discutir e rever suas posições para restaurar a nação.

Na verdade, essa exposição de sua pessoa acabou criando uma oportunidade à ministra de conversar com a sociedade e combater a violência, principalmente contra as crianças.

Preconceito e intolerância religiosa

Com a nomeação de Damares Alves como ministra, foi exposto no Brasil o grande preconceito e a intolerância religiosa de muitos. Damares disse durante a entrevista, que os mesmos que levam seus filhos para tirar foto no colo do Papai Noel, procurar ovinhos do Coelhinho da Páscoa, que deixa os filhos acreditarem em duendes e fadas, são os mesmos que criticaram Damares por ter visto Jesus no pé de goiaba aos seus 10 anos de idade.

A ministra foi duramente criticada pela imprensa e nas redes sociais, pelo fato de ter compartilhado no círculo cristão e dentro de igrejas, seu testemunho de encontro com Jesus aos 10 anos de idade.

Números

Relatórios recentes apresentados à ministra indicam alta violência contra os jovens negros no Brasil. Entretanto, não é só contra este grupo, mas todos os grupos chamados de “invisíveis”: os 305 povos indígenas no Brasil (800 mil índios no Brasil, os 1,2 milhões de ciganos e outros povos tradicionais do Brasil.

“A violência é um todo na Nação, e deve ser combatida como um todo”, disse Damares.

De acordo com a ministra, os números de homicídios nos 3 primeiros meses caíram 24% no Brasil do governo Bolsonaro. Um governo que não admitirá a violência e a impunidade.

O número de denúncias de violência sexual contra a criança caiu 19%, comparando o primeiro quadrimestre do ano passado e deste ano.

A ministra informou que mais de 40% das ligações ao disque 100 (contra a violência sexual infantil), com sede na Bahia, não eram atendidas no governo passado. Em outras palavras, em cada 10 pessoas que ligavam, 4 não eram ouvidas. “Isso mudou neste governo”, disse Damares.

A respeito de crianças desaparecidas, somem por ano 41 mil crianças no Brasil. E destas, 15% nunca são encontradas. Entretanto, no Cadastro Nacional do MJ foi registrado apenas 69 casos pelos governos passados.

“O descaso com as crianças estampa a corrupção do sistema político brasileiro. E está sendo combatido neste novo governo”, disse a ministra.

Corrupção e direitos humanos

O primeiro ato da ministra contra a corrupção foi interromper o pagamento de 44 milhões de reais à Funai. O pagamento foi efetuado pelo governo passado, para a criação de uma “criptomoeda indígena”.

Sílvia Waiãpi

Para a secretaria nacional da Saúde Indígena, Damares nomeou Sílvia Waiãpi. Silvia tem trabalhado incessantemente e é uma das responsáveis por desbancar grandes esquemas de corrupção em nome dos índios. E por isso, foi ameaçada de morte.

No final, Silvia participou brevemente da entrevista e emocionada compartilhou com Damares, Fontenelle e os espectadores:

“Damares, eu reconheço a sua dor. Ela é minha, ela é sua, ela é nossa…. Tem tanta coisa para ser feita. Meu Deus! Quanta coisa para ser feita! Eu te defendo até debaixo d’água. E eu sei o quanto tramaram para tentar te desconstruir. E o quanto ideologias colocaram em risco povos indígenas”.

“Há tanto tempo, não vejo meus filhos, não vejo meus netos. Porque é uma sensação que tem tanta gente para você salvar. E que a sua família entende a sua missão. E sei o quanto a Lulu entende a sua missão…. Tem tanta gente que precisa da nossa coragem para enfrentar tanto vício, tanta corrupção, que levou tanta gente à morte. E é para isso que a gente está aqui”.

Uma das bandeiras do ministério de Damares Alves é o combate a corrupção. De acordo com a ministra, a maior violação de direitos humanos nesta nação foi a corrupção. O objetivo da pasta da ministra é trabalhar contra a corrupção da base: com a criança, o adolescente e o jovem. Muitas crianças morreram e não tiveram acesso à saúde por causa da corrupção.

Damares encerrou a entrevista, compartilhando que quer um dia ser lembrada como a ministra que combateu a corrupção.


O Conexão Política é um portal de notícias independente. Ajude-nos a continuarmos com um jornalismo livre, sem amarras e sem dinheiro público » APOIAR

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Cotidiano Paulo Soares morre em acidente aéreo em Santa Catarina
  2. Cotidiano Morre Rick, da dupla com Renner, aos 59 anos
  3. Cotidiano Helicóptero com cantor Rick é encontrado; não há sobreviventes
  4. Cotidiano Rio Tietê tem redução de 26,7% na carga de poluição com avanço histórico de investimentos em saneamento pela Sabesp