O Instituto Nacional de Advocacia (Inad) protocolou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma reclamação em que pede a punição disciplinar e a aposentadoria compulsória do juiz Jerônimo Azambuja Franco Neto, da 18.ª Vara do Trabalho de São Paulo por “desvio de finalidade”.
Em uma sentença exarada na última quinta-feira (16), o magistrado disse que o Brasil vive numa “merdocracia neoliberal neofascista”. Na representação, os advogados dizem que o juiz não poderia incluir seus posicionamentos políticos pessoais dentro do documento, pois o ato configura “desvio de finalidade” do ato jurisdicional e “malversação de verbas públicas”.
Sobre o uso do termo “merdocracia”, o instituto afirma que palavras de baixo calão são “inadmissíveis” na esfera jurídica, dentro da perspectiva de que em um processo “somente é permitida a utilização do linguajar polido, respeitoso e técnico”.
“Se ele está dedicando um tempo para fazer críticas políticas dentro dos autos de um processo, é porque ele está deixando de trabalhar e julgar em algum outro caso que por ofício do trabalho deveria decidir”, dizem os advogados na representação.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppAinda de acordo com o Inad, o juiz também se absteve do julgamento para “fazer discurso político desprovido de qualquer conexão com a realidade e utilizado palavras de baixo calão para atacar o sistema democrático nacional, deixando claro sua predileção a regimes ditatoriais”.