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Banco francês BNP Paribas suspende crédito a empresas ligadas à exploração legal e ilegal da Amazônia e do Cerrado

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O banco francês BNP Paribas suspendeu o crédito a empresas ligadas à exploração legal e ilegal da Amazônia e do Cerrado. A nova política do banco vale para empresas (produtores, frigoríficos e comerciantes) que produzem ou compram carne bovina ou soja das regiões da Amazônia e do Cerrado.

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Segundo o banco, a justificativa da medida seria “definir uma política restritiva de combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado”. No entanto, a medida não combaterá apenas o desmatamento ilegal, mas também prejudicará empresas que exploram as regiões dentro das leis nacionais de proteção ambiental.

O banco alega que “a produção de carne bovina e soja no Brasil acelera o desmatamento na Amazônia e no Cerrado”.

“Legal ou ilegal, isso compromete a integridade ecológica e o futuro desses dois biomas. Frente a esta degradação, há uma necessidade urgente para que todas as partes interessadas e pertinentes priorizem estratégias de uso do solo que integrem o desmatamento zero, a produção sustentável e um impacto social positivo”, anunciou o banco em um comunicado à imprensa em 18 de fevereiro.

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“Neste contexto de degradação, e após um trabalho realizado durante quase um ano dentro do banco, o Grupo está fortalecendo sua política e definindo critérios restritivos para acelerar o avanço de seus clientes no que diz respeito ao combate ao desmatamento e à garantia da rastreabilidade. A política estabelece as condições para que o banco preste serviços financeiros a empresas (produtores, frigoríficos e comerciantes) que produzem ou compram carne bovina ou soja das regiões da Amazônia e do Cerrado.”

Para continuar a fornecer seus serviços, o BNP Paribas estabeleceu a condição a seus clientes de que eles alinhem sua produção ou compra de carne bovina ou soja da Amazônia e do Cerrado no Brasil com a meta de alcançar o ‘zero desmatamento’ em suas cadeias de produção e fornecimento até 2025, o mais tardar.

O comunicado diz:

“Em particular:

O BNP Paribas não financiará clientes que produzam ou comprem carne bovina ou soja de terras desmatadas ou convertidas após 2008 na Amazônia. Assim sendo, os clientes devem aplicar esta data de corte, que foi estabelecida em 2008 na Amazônia, de acordo com os regulamentos e acordos setoriais.
O BNP Paribas engajará seus clientes a não produzir ou comprar carne bovina ou soja de terras desmatadas ou convertidas no Cerrado após 1 de janeiro de 2020, de acordo com os padrões globais.
O BNP Paribas exigirá de todos os seus clientes a rastreabilidade das cadeias de carne bovina e soja (diretos e indiretos) até 2025.”

Além disso, o BNP Paribas diz que “incentivará” todos os seus clientes criadores de animais a mudar suas práticas para um sistema que fortalece o “respeito ao bem-estar animal”, tomando como referência os Padrões Mínimos de Responsabilidade Para Animais de Produção, ou FARMS Initiative (em inglês FARMS Initiative’s Responsible Minimum Standards).

Os novos padrões da criação de animais de produção, conhecidos como Padrões Mínimos de Responsabilidade Para Animais de Produção já estão começando a influenciar a forma com que grandes corporações globais fazem seus negócios. Esses padrões foram desenvolvidos, em julho de 2019, pelas ONGs Humane Society International, Compassion in World Farming e World Animal Protection como uma proposta de estrutura para as instituições financeiras considerarem ao analisar projetos ligados à agropecuária.

 

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