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Covid-19 pode gerar sequelas graves em pulmões de pacientes curados, aponta revista científica norte-americana

Infecção pelo novo coronavírus pode gerar lesões graves na função respiratória.

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Varreduras médicas de pessoas que sofrem de Covid-19 mostram que a doença causada pelo novo coronavírus podem revelar como o vírus reage sobre os pulmões de uma pessoa infectada.

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O novo coronavírus parece afetar os pulmões de uma maneira tão específica, que os médicos costumam dizer se um paciente tem Covid-19 apenas olhando suas tomografias.

Relatados na revista científica médica Radiology, considerada uma das maiores do mundo, pesquisadores do Hospital Tongji em Wuhan, cidade chinesa onde o surto foi relatado pela primeira vez, reuniram centenas de tomografias computadorizadas no peito de pacientes que sofrem da doença viral.

Algumas das indicações apontam para uma evidente infecção que são conhecidas como “opacidades em vidro fosco”, em que mostram que os espaços aéreos nos pulmões estão se enchendo de líquido e um colapso dos alvéolos pulmonares —  pequenos sacos de ar que trocam moléculas de oxigênio e dióxido de carbono para e da corrente sanguínea.

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Essas opacidades em vidro fosco aparecem nas tomografias computadorizadas como uma bolha nublada, que pode se espalhar à medida que a doença piora em um padrão de ‘pavimento’.

No estudo, os pesquisadores estudaram mais de 1.000 pacientes com problemas pulmonares e descobriram que a tomografia computadorizada do tórax era mais eficaz na detecção de Covid-19 do que a PCR de transcriptase reversa —  um teste de laboratório usado para amplificar e detectar sequências de DNA e RNA.

Muitas das complicações graves do Covid-19 surgem de pneumonia, uma condição caracterizada pela inflamação dos espaços aéreos nos pulmões. Essa inflamação pode fazer com que os sacos de ar do pulmão se inundem de líquido e células, resultando em falta de ar, baixos níveis de oxigênio e tosse.

Eventualmente, isso pode significar que eles não absorvem oxigênio suficiente na corrente sanguínea.

Outro estudo detalha o caso de um homem de 44 anos que trabalhava no mercado de frutos do mar de Huanan em Wuhan, China, o mercado onde se cogitou que o surto saltou primeiro de animais para humanos.

Relatado também na revista Radiology em fevereiro de 2020, o homem foi inicialmente diagnosticado com pneumonia grave. Depois de excluir outros patógenos, ele foi diagnosticado com Covid-2019 e morreu apenas uma semana depois.

Mais uma vez, a tomografia computadorizada do tórax mostrou sinais claros de ‘opacidades bilaterais irregulares em vidro fosco’.

Ainda segundo estudos recentes, desenvolvidos em Hong Kong, a infecção por Covid-19 pode provocar sequelas aos pulmões até mesmo de infectados curados.

Os pacientes que foram submetidos a exames múltiplos mostraram maior dificuldade para respirar em caminhadas mais rápidas.

De acordo com os relatos de Owen Tsang Tak-yin, diretor do Centro de Doenças Infecciosas do Hospital Princess Margaret, em Kwai Chung, um quarto dos pacientes relataram não conseguir executar tarefas como antes.

“Alguns pacientes podem ter uma queda de 20% a 30% na função pulmonar. Encontramos padrões semelhantes a um vidro fosco em todos eles, sugerindo que houve danos nos órgãos”, afirmou.

Infectologistas seguem ampliando os estudos para analisar os impactos que o novo coronavírus gera no organismo humano, buscando compreende as sequelas e se essas são irreversíveis.

As imagens abaixo expõem a perda de função pulmonar de infectados:

Reprodução | RSNA
Reprodução | RSNA
Reprodução | Radiology

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