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Luciano Huck decidirá candidatura após o carnaval

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Imagem: Reprodução 

O apresentador Luciano Huck vai anunciar se aceita concorrer à Presidência depois do Carnaval. Hoje, ele tende a se candidatar pelo PPS, partido que lhe ofereceu legenda, mas já há aliados articulando o apoio de siglas como o DEM.

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Segundo a reportagem apurou, o catalisador final para o processo decisório de Huck, que vem sendo assediado a se lançar candidato apesar de já ter negado a possibilidade publicamente, foi um ultimato dado pelo seu empregador, a Rede Globo.

Nesta quarta (7), a emissora disse que o apresentador do “Caldeirão” deveria tomar sua decisão, por temer que haja a associação natural entre o eventual presidenciável e seu nome. A entrevista que Huck deu ao “Domingão do Faustão” em janeiro já rendeu a ele e à rede de TV explicação formal ao Tribunal Superior Eleitoral para negar que estivesse ocorrendo propaganda antecipada.

Huck ainda não disse a aliados o que vai fazer, apenas que irá passar o Carnaval pensando no assunto. Nesta quinta (8), ele deverá se consultar com o mentor de sua candidatura, Fernando Henrique Cardoso.Ex-presidente e decano do PSDB, FHC tem irritado correligionários ao estimular o apresentador e empresário. O governador Geraldo Alckmin (SP), presidenciável da sigla, reagiu à conversa tergiversando: disse que o tucano e o global, a quem elogiou, são amigos pessoais.

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A pressão sobre Huck vem do fato de que ele poderia encarnar o “novo” numa eleição que ficou aberta com provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa por ser condenado em segunda instância por corrupção.

O desempenho fraco de Alckmin, pré-candidato declarado, nas pesquisas, é outro motor do movimento: Huck e o tucano empatam em 8% no mais recente Datafolha em cenário sem Lula.

O PPS, que ofereceu a legenda a Huck  e ao movimento de renovação política Agora!, do qual faz parte, é o porto natural do global, caso busque se filiar -o prazo para poder concorrer é abril. FHC já deu declarações considerando a estrutura do partido insuficiente, e já há conversas entre seus aliados e estrategistas sobre a eventualidade de o DEM entrar na composição.

Nesta semana, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (MDB), visitou FHC acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ). Liderança do DEM, Maia vem circulando como eventual presidenciável, mas até aqui é mais provável que ele busque cacifar a legenda para ocupar uma vaga de vice-presidente -seja na chapa de Alckmin, seja uma eventual de Huck.

Mesmo Hartung é lembrado, aqui e ali, como um nome a dar peso institucional ao neófito Huck. Só que ele é do MDB, partido do impopular presidente Michel Temer e um dos alvos prioritários de denúncias no âmbito da Operação Lava Jato.

Procurados, nem Huck, nem FHC responderam a questionamentos da reportagem.

 

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