Quatro em cada cinco jovens em todo o mundo exercitam tão pouco que é prejudicial à saúde, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório sobre atividades físicas divulgado na revista científica The Lancet, em parceria com o Imperial College London e a Universidade da Austrália Ocidental.
Segundo o relatório, as meninas em particular precisam se exercitar mais.
Neste primeiro relatório, a OMS soa o alarme.
Televisão, computadores e telefones celulares garantem que os jovens se concentrem principalmente na tela em vez de prática de exercícios.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppA Organização Mundial da Saúde diz que é necessária uma ação imediata.
“Definitivamente, precisamos fazer mais para movimentar esses jovens ou aceitar uma imagem de saúde muito sombria entre eles”, disse Leanne Riley, uma das pesquisadoras.
O relatório é baseado em dados de pesquisas realizadas entre 2001 e 2016 entre 1,6 milhão de adolescentes entre 11 e 17 anos, em 146 países. Quatro em cada cinco não cumpriram a recomendação da OMS de se exercitar por pelo menos uma hora, como caminhar, jogar, andar de bicicleta ou participar de esportes organizados.
Em 27 países, a porcentagem de meninas que se exercitam pouco demais chegou a 90% em 2016.
Somente no Afeganistão, Samoa, Tonga e Zâmbia as meninas ficaram atrás dos meninos em atividade física.
Os autores do relatório citam o desenvolvimento como preocupante, porque a atividade física regular oferece um grande número de benefícios à saúde, desde melhora da função cardíaca e pulmonar e redução da obesidade até melhora da função cognitiva, facilitando o aprendizado.
“Temos que fazer mais para tornar esse grupo mais ativo”, disse Riley.
No Brasil, 4 em cada 5 crianças e adolescentes brasileiros entre 11 e 17 anos realizam menos atividade física do que a uma hora diária recomendada. A porcentagem constatada no país (83,6%) é maior que a média mundial, de 81%, de acordo com estudo.
O estudo alerta que, se a não houver mudanças, a meta de reduzir em 15% a taxa de inatividade não será alcançada até 2030.