Um montante de R$ 553.650 foi desembolsado em 2019 pela Prefeitura de São Paulo para pagar um benefício extinto desde 1990. Se trata do “salário-esposa”, benefício pago a servidores homens que são casados ou vivem com mulheres que não trabalham. Em 2020, a expectativa é que a cidade gaste R$ 455 mil com o auxílio. Apesar do alto custo para os cofres públicos, cada servidor recebe o valor de R$ 3,39.
A criação do benefício aconteceu em 1979, integrando o Estatuto dos Funcionários Públicos do município. A nível estadual, a lei é ainda mais antiga, datada de 1968. Em nota ao G1, o governo do estado alegou que o auxílio não é repassado aos servidores desde os anos 1990.
Na Câmara Municipal de São Paulo o valor é repassado para 15 servidores no momento. Cada um recebe o valor de R$ 7 por mês. Em 2019, cerca de R$ 1.607,31 foram gastos com esse benefício pela casa legislativa.
O valor pago pela prefeitura é menor, mas o número de servidores beneficiados é superior. São cerca de 10.700 profissionais ativos e aposentados que recebem o montante. O que representa um gasto de meio milhão.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppNo ano de 2018, dois projetos de lei foram protocolados na Câmara para revogar o salário-esposa. A parlamentar Soninha Francine e a então vereadora Sâmia Bomfim tentaram impedir que o valor fosse repassado. As duas tentativas foram estacionadas na Comissão de Constituição e Justiça, em novembro do mesmo ano.