No fim da tarde desta quinta-feira (16), o presidente da República, Jair Bolsonaro, desabafou em discurso firme no Palácio do Planalto.
A declaração foi feita diante de cidadãos venezuelanos refugiados no Brasil.
Alguns ministros estavam presentes, a exemplo de Sergio Moro e Abraham Weintraub.
Bolsonaro fez dura crítica aos governos passados, principalmente nas gestões petistas.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppDentre os pontos mais fortes do discurso, destaca-se o momento que o presidente disse olhando para seus ministros “a responsabilidade de mudar o Brasil também está nas mãos dos 22 ministros. Num primeiro momento, que me acompanha, a responsabilidade de todos vocês é enorme.”
Em um tom mais grave o presidente disse “Não dê chances para essa esquerda. Eles não merecem ser tratados como se fossem pessoas normais, como se quisessem o bem do Brasil. Não podemos deixar o Brasil chegar em 2022 na situação que chegou a Argentina no corrente ano e como encaminha o Chile rumo ao caos e ao Socialismo. Não podemos deixar que nossos filhos cheguem na situação dessa garotada que está ao meu lado, que precisaram fugir do seu país (referindo-se as crianças venezuelanas presente no evento).”
Em outro momento o presidente desabafou sobre a responsabilidade de mudar o Brasil:
“Agradeço a Deus pela vida e a vocês, em grande parte, pela missão de conduzir o destino do nosso Brasil. Mas essa responsabilidade é de cada um de vocês. Não queiram que um homem só mude o destino de nosso país. Não tenho forças pra isso. Preciso de vocês! Nós precisamos uns dos outros”.
Em seguida, de forma bem direta e incisiva, Bolsonaro afirmou sobre a imprensa presente: “Essa imprensa que está aqui agora me olhando, estou sob suas lentes. Comecem a produzir verdades, porque só a verdade pode nos libertar”.
Sob aplausos do público, o Presidente continuou: “a essa imprensa, não tomarei nenhuma medida para censurá-los, mas tomem vergonha na cara!”
Continuando o desabafo, Bolsonaro critica a imprensa por polemizar a possível taxação do aço e do alumínio, mas não divulgou “uma linha” quando o governo resolveu o problema.
Bolsonaro também disse que a imprensa divulgou que a Argentina tinha prioridade para entrar para a OCDE, mas não divulgou quando o governo mudou essa situação.
O Presidente finalizou destacando a confiança no governo, dizendo que “ninguém fez mais que o nosso governo nos últimos anos”.
“Meus senhores, não teremos outra chance! O Brasil mais do que tem que dar certo agora! O Brasil vai dar certo! Nós podemos mudar o destino do Brasil e esquecer as diferenças. A imprensa precisa começar a vender a verdade. Afinal de contas, essa é a obrigação de vocês, não é nenhum favor, não.”
O presidente deixou o púlpito sob fortes aplausos.
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