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Toffoli diz que protestos de sábado (13) foram um “ataque” ao Supremo Tribunal Federal

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, divulgou uma nota de repúdio em que diz que os protestos democráticos de sábado (13), em frente ao STF, foram um “ataque” ao Supremo Tribunal Federal.

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“Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas”, disse Toffoli.

Na noite de sábado (13), um grupo de apoiadores do Governo Bolsonaro, chamado “300 do Brasil” , realizou um protesto contra os abusos de poder e interferências em outros poderes de ministros do STF. O grupo também fez o uso de fogos de artifício em frente do edifício principal do STF, na Praça dos Três Poderes, e exerceram democraticamente seu direito de manifestação contra as atitudes do poder judiciário.

Toffili acusou o grupo de ser “financiado ilegalmente por integrantes do Estado”.

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O ministro do STF, Alexandre de Moraes, também se pronunciou sobre os protestos democráticos por meio das redes sociais, chamando as manifestações de “agressões convardes” e o grupo de “organizações criminosas”.

“O STF jamais se curvará ante agressões covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocráticos que desrespeitam a Constituição, a Democracia e o Estado de Direito. A lei será rigorosamente aplicada e a Justiça prevalecerá”, escreveu Moraes.

Leia a nota do ministro Dias Toffoli na íntegra:

“Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas.

Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos, Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira.

O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão.

Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus ministros e da democracia brasileira.”

Além da nota de repúdio, o presidente do STF encaminhou ofícios para o procurador-geral da República, Augusto Aras, ao ministro Alexandre de Moraes (responsável pelo inquérito que apura “ameaças” contra o Supremo), ao diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, e o secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres.

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