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Selic em pauta: Luiza Trajano reclama da taxa de juros no Brasil

Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa básica de juros brasileira.

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A presidente do conselho de administração do grupo Magazine Luiza, a empresária Luiza Trajano, afirmou estar preocupada com o nível elevado da taxa básica de juros no país.

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Na semana passada, ela disse não entender por que a taxa básica saiu de 2% para mais de 13% ao ano.

A elevação dos juros é um instrumento de política monetária do Banco Central (BC) que visa controlar a alta de preços na economia (inflação) através de medidas que encareçam a liberação de crédito. A medida desestimula, portanto, o consumo da população e, além disso, a produção das indústrias, tornando o ambiente mais atrativo para investimentos em renda fixa.

O Copom (Comitê de Política Monetária) afirmou, na quarta-feira, 22, que os juros podem subir novamente, se necessário.

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Ao falar sobre o cenário econômico, durante evento sobre o setor de varejo, Trajano alegou não ser possível deixar a taxa no nível em que está.

— Um país como nosso vive de renda e de crédito, a renda vem do emprego e o emprego vem da venda — argumentou.

— O crédito com 13,75% não tem cabimento, ninguém pode comprar produto a prazo — criticou.

Anteriormente, Luiza Trajano havia dito que o setor varejista “não está desesperado” com a gestão econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Setor financeiro sob desconfiança

Apesar da fala da empresária, o líder petista vem sendo alvo de intensas críticas. 98% dos operadores de mercado acham que a política econômica da atual gestão federal está indo na direção errada, de acordo com pesquisa da Genial/Quaest. Desses, 94% disseram confiar pouco ou nada no presidente Lula.

Além disso, a relação do governo com a diretoria do Banco Central é negativa para 90% dos entrevistados.

Para 95% dos entrevistados, a manutenção da Selic a 13,75%, que está sendo bombardeada por Lula, foi uma decisão acertada por parte do BC.

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