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Casas Bahia sofre ações de despejo de lojas e galpões em todo o Brasil

Varejista tenta manter estabelecimentos tidos como essenciais em meio à recuperação judicial.

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A Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo movidas por proprietários e administradores de imóveis em diferentes cidades, além de notificações para rescisão ou vencimento antecipado de contratos de locação, dias depois de protocolar pedido de recuperação judicial. Os processos envolvem lojas em shopping centers, outros imóveis comerciais e galpões logísticos.

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Um dos casos mais avançados mira dois centros logísticos ocupados pela varejista em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR), pertencentes ao HSI Logística, fundo imobiliário administrado pela Apex Group e gerido pela HSI. Em fato relevante divulgado na terça-feira (18), a gestora informou que os aluguéis de julho foram pagos integralmente, mas os valores com vencimento em agosto ainda não haviam sido quitados. A HSI afirmou ter notificado a Casas Bahia sobre a inadimplência e disse estar preparada para adotar as medidas necessárias para preservar os direitos do fundo, incluindo uma eventual ação de despejo.

Foto: Divulgação

Os dois imóveis foram incluídos pela Casas Bahia, no próprio pedido de recuperação judicial, entre aqueles considerados essenciais à continuidade da operação. Segundo a empresa, as lojas físicas respondem por mais da metade da receita operacional da companhia, e a perda desses pontos comerciais poderia inviabilizar a continuidade das atividades durante o processo de reestruturação.

A recuperação judicial foi protocolada no domingo (16) e impacta R$ 17,3 bilhões em dívidas da companhia. O pedido veio depois de a empresa registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, 18 vezes maior que o do mesmo período do ano anterior, e após o fechamento de 298 lojas com baixo desempenho e a demissão de cerca de 1,9 mil funcionários.

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O pedido de recuperação judicial não interrompe a operação do Grupo Casas Bahia, que segue atuando em canais físicos e digitais. A nova fase da companhia prevê revisão dos canais digitais, adequação de estoques e capital de giro, menores investimentos e busca por alternativas para reduzir o custo financeiro. Procurada pela imprensa, a Casas Bahia não se manifestou sobre as ações de despejo até a publicação das reportagens.

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