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Contas do governo têm déficit primário pior que o esperado e rombo é de R$ 1,5 bilhões em março

Receita líquida no mês foi de R$ 163,8 bilhões; a despesa ficou em R$ 165,3 bi.

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O governo federal apresentou um déficit primário de R$ 1,53 bilhão em março deste ano, conforme divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O déficit primário ocorre quando as receitas provenientes de tributos e impostos ficam abaixo das despesas governamentais, excluindo os gastos com juros da dívida pública. Por outro lado, quando as receitas superam as despesas, há um superávit primário.

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Os números mostram que a receita líquida totalizou R$ 163,8 bilhões em março, enquanto as despesas alcançaram R$ 165,3 bilhões. Conforme o Tesouro Nacional, o déficit é o maior registrado para o mês desde 2022, quando atingiu R$ 6,97 bilhões (valor corrigido pela inflação).

Chama a atenção o fato de que esse resultado deficitário ocorreu mesmo diante do bom desempenho da arrecadação, que alcançou um recorde histórico para o período, somando R$ 190,6 bilhões. Em termos reais, a receita líquida, após as transferências aos estados e municípios, teve um aumento de R$ 12,6 bilhões (+8,3%), enquanto a despesa total registrou um acréscimo de R$ 6,8 bilhões (+4,3%), comparadas a março de 2023.

Questionado sobre a conformidade das receitas e despesas com a meta fiscal estabelecida para este ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, alegou que os números indicam um caminho viável para alcançar os resultados planejados.

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Ainda assim, Ceron não descartou a necessidade de adotar novas medidas para aumentar a arrecadação ainda em 2024, como uma estratégia para atingir as metas fiscais estabelecidas pelo governo.

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