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Sinal de acordo na Ucrânia e possível corte de juros animam bolsas europeias

Setor de construção e materiais, assim como o de defesa, registraram maiores ganhos na sessão.

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O mercado europeu encerrou o pregão desta terça-feira (25) em alta, impulsionado principalmente pelos setores de materiais básicos e instituições financeiras. O avanço ocorre em meio ao clima de otimismo dos investidores, motivado pelas conversas sobre um possível cessar-fogo na Ucrânia e pela expectativa de que os Estados Unidos iniciem um ciclo de redução de juros ainda neste ano.

O índice pan-europeu STOXX 600 registrou aumento de 0,91%, fechando aos 568,01 pontos. A sinalização de um eventual desfecho para a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já se arrasta há quase quatro anos, favoreceu especialmente o segmento de construção e materiais, que avançou 2,4%. Entre os destaques do dia estiveram a alemã Heidelberg Materials, com salto de 6,6%, a fabricante de cimento Buzzi, que valorizou 6,1%, e a empresa de isolamento Rockwool, que ganhou 4,5%.

No início do dia, a Ucrânia demonstrou disposição para aceitar a base de um acordo de paz com Moscou, embora tenha ressaltado que pontos sensíveis ainda precisam ser debatidos diretamente entre o presidente Volodymyr Zelenskiy e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O movimento reacendeu apetite por ações do setor de defesa, que subiram 1% após duas sessões de queda superior a 5% motivadas por expectativas de fim do conflito.

O ambiente político europeu também influenciou o humor dos mercados. O Parlamento Europeu aprovou um pacote de 1,5 bilhão de euros destinado a fortalecer a indústria de defesa do bloco e a apoiar a Ucrânia. Paralelamente, o Reino Unido anunciou que enviará novos mísseis de defesa aérea a Kiev nas próximas semanas.

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No cenário internacional, investidores analisaram dados atrasados da economia americana que, apesar de mistos, mantiveram viva a perspectiva de que o Federal Reserve reduza os juros em dezembro. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, a probabilidade de corte estava em 82,7%.

Entre os principais índices europeus, o setor bancário apresentou forte desempenho, com alta de 1,8%. Em Londres, o FTSE avançou 0,78%, enquanto o DAX, em Frankfurt, subiu 0,97%. O CAC 40, em Paris, registrou ganho de 0,83%. Em Milão, o FTSE MIB teve valorização de 0,95%, e o Ibex 35, em Madri, avançou 1,08%. Lisboa foi o único mercado a fechar em leve queda, com o PSI20 recuando 0,03%.

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