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Canal do Panamá: entenda por que Trump quer de volta e sua relevância para os EUA

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No último sábado (21), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar o controle do Canal do Panamá por meio de sua rede social Truth Social, acusando o país de cobrar taxas excessivas para a travessia de navios americanos. A declaração gerou reação do presidente panamenho José Raúl Mulino, que exigiu “respeito” e repudiou as falas do republicano.

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Histórico do Canal do Panamá

O Canal do Panamá, finalizado pelos Estados Unidos em 1914, permaneceu sob controle americano até o acordo de 1977, quando o então presidente Jimmy Carter transferiu a administração ao governo panamenho. O Panamá assumiu total controle da hidrovia em 31 de dezembro de 1999, após um período de administração conjunta.

O canal é estratégico para o comércio global, movimentando cerca de 5% do comércio marítimo mundial e 40% do tráfego de contêineres dos EUA, segundo a Folha de S. Paulo. Sua importância para a economia e segurança nacional dos Estados Unidos é amplamente reconhecida.

Declarações de Trump

Trump acusou o Panamá de cobrar tarifas “ridículas” e ameaçou exigir a devolução do canal caso o país não garanta “operação segura, eficiente e confiável”. Em sua postagem, escreveu:

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“As taxas cobradas pelo Panamá são ridículas, especialmente sabendo da extraordinária generosidade que foi concedida ao Panamá pelos EUA. Era exclusivamente para que o Panamá o administrasse, não a China ou ninguém mais.”

Trump também mencionou preocupações sobre a influência chinesa na região e declarou que os EUA nunca permitiriam que o canal caísse em “mãos erradas”.

Resposta de José Raúl Mulino

O presidente panamenho respondeu em vídeo nas redes sociais, afirmando que o canal não está sob controle de nenhuma potência estrangeira e que sua soberania não é negociável.

“A soberania e a independência do nosso país não são negociáveis. Cada metro quadrado do Canal do Panamá e suas zonas adjacentes são do Panamá e continuarão sendo”, disse Mulino, exigindo “respeito” de Trump.

Apesar das declarações provocativas do republicano, Mulino expressou esperança de manter uma relação respeitosa com o futuro governo dos Estados Unidos, buscando continuar discutindo temas como imigração ilegal e narcotráfico.

Resposta provocativa de Trump

Trump, em resposta às declarações de Mulino, escreveu de forma provocativa em sua rede Truth Social:

“Veremos” e “Bem-vindo ao Canal dos Estados Unidos!”

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