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Corte de Cassação da Itália anula extradição de Zambelli e determina soltura após quase um ano presa em Roma

Última instância judicial italiana reverteu decisão da Corte de Apelação em recurso da defesa; ex-deputada foi condenada pelo STF por invasão ao CNJ e porte ilegal de arma; decisão final ainda cabe ao ministro Carlo Nordio.

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A Corte de Cassação da Itália anulou nesta sexta-feira (22) a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao Brasil. Zambelli está presa em Roma desde julho de 2025.

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A anulação foi comunicada pelo advogado de defesa de Zambelli, Fabio Pagnozzi, que afirmou que a Suprema Corte italiana considerou que houve erros na decisão anterior. Como consequência, Zambelli pode deixar a prisão na Itália e aguardar um segundo procedimento em liberdade.

O que a Corte decidiu

Deputada Carla Zambelli
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A decisão refere-se apenas a um dos dois processos de extradição em análise na Justiça italiana. O caso julgado envolve a condenação de Zambelli por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. O segundo processo trata da condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo a um homem em São Paulo, às vésperas das eleições de outubro de 2022. Segundo a defesa, ainda não há data para a análise definitiva do segundo pedido.

Palavra final ainda é política

Mesmo após o esgotamento dos recursos judiciais, a decisão derradeira sobre a extradição possui caráter político. Caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, dar a palavra final, com prazo de 45 dias para chancelar ou vetar a extradição de forma incontestável.

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Reação de Zambelli

Zambelli celebrou a libertação como uma frente de vitória e afirmou que pretende continuar sua “vida de missão”, conforme declarou em vídeo publicado ao lado de seu advogado italiano. Zambelli nega as acusações e desde o início afirma ser alvo de perseguição política.

Condenações pelo STF

Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por suposta participação na invasão ao sistema eletrônico do CNJ em 2023, acusação que também envolveu a emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A ex-deputada, que possui cidadania italiana, buscou asilo político na Itália após deixar o Brasil. Antes mesmo da decisão desta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes já havia pedido que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores adotassem as providências necessárias para efetivar a extradição.

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