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Porta-voz americano enquadra condenação de Eduardo Bolsonaro como ‘lawfare’ contra a oposição

Representante do Departamento de Estado dos EUA insta o Brasil a resolver questões políticas por meio das eleições, e não por condenações judiciais impostas pelo STF ou qualquer outra Corte.

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Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou, segundo informações da agência Reuters, que a condenação de Eduardo Bolsonaro foi parte de um padrão de perseguição e lawfare dos tribunais brasileiros contra a oposição política.

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O representante externou que debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, e não por condenações judiciais.

Condenação unânime do STF

Foto: ABr/PR

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, além de 8 anos de inelegibilidade e perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

A decisão foi unânime entre os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

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Crítica do CPAC

Matt Schlapp, organizador do CPAC Brasil, também criticou a condenação. Ele afirma que o suposto crime de Eduardo não envolveu violência, corrupção ou ameaça direta.

“Seu alegado crime foi expor a corrupção, a censura e o abuso de poder que ocorrem dentro do governo brasileiro e de seu Supremo Tribunal”, diz a declaração.

Schlapp também enquadrou o caso como “lawfare, simples e puro”, argumentando que Eduardo está sendo alvo por razões políticas por ter “ousado falar a verdade”.

Mudança para os EUA

Eduardo Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos em fevereiro de 2025, alegando ser alvo de perseguição política. Posteriormente, declarou que pretendia solicitar asilo político ao governo norte-americano, embora não haja informações públicas sobre eventual andamento do processo.

A defesa de Eduardo foi realizada pela Defensoria Pública da União e ele não compareceu para prestar depoimento durante a instrução processual.

Acusação da PGR

Segundo a PGR, Eduardo realizou declarações públicas e postagens em redes sociais nas quais afirmava ter colaborado para que o governo dos Estados Unidos impusesse restrições e sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF.

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A acusação emenda que Eduardo buscou mobilizar apoiadores para pressionar autoridades brasileiras e respaldar sanções contra agentes públicos.

Participação no CPAC USA

Eduardo, fundador do CPAC Brasil e palestrante frequente no CPAC nos EUA, deve participar do CPAC USA 2026, onde o assunto da condenação estará na programação.

Os Estados Unidos já haviam anunciado sanções contra o Brasil, incluindo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e revogação de vistos de ministros do STF.

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