A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou que retirará o auxílio público e os subsídios para os imigrantes que não trabalham ou não contribuem para o sistema público do país.
“Por muitos anos, prestamos um péssimo serviço a muitas pessoas por não pedir nada [em troca]”, declarou.
A medida faz parte de um pacote de reformas que Frederiksen apresentou com o objetivo de aumentar a integração dos imigrantes e equilibrar um sistema social. Na visão dela, a ajuda destinada a imigrantes e refugiados pesa muito ao Erário dinamarquês.
Ao comentar sobre a proposta, ela defendeu a importância de aplicar a reforma. “Queremos introduzir uma nova lógica de trabalho em que as pessoas têm o dever de contribuir e ser úteis e se não conseguirem encontrar um emprego regular, terão que prestar outro tipo de serviço para obter seus benefícios”, explicou.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppNo mesmo sentido, o ministro do Trabalho, Peter Hummelgard, defendeu, por sua vez, que “o mais importante para nós é que as pessoas saiam de casa”.
Os serviços para obter subsídios destinam-se àqueles que recebem benefícios do Estado há três ou quatro anos e não têm um certo nível de escolaridade e conhecimento de dinamarquês.
“Pode ser um trabalho na praia onde você coleta bitucas de cigarro ou plástico, ou ajudando a resolver várias tarefas em uma empresa”, exemplificou Hummelgard.
Em junho passado, a Dinamarca lançou a ‘Lei de Asilo’, que permite que os requerentes sejam deportados para centros localizados em países fora da União Europeia durante o tempo que leva para processar o seu pedido, a fim de que não possam pisar em território dinamarquês se não estiverem com o estatuto de ‘refugiado’ concedido.
Com essa nova medida, o governo da Dinamarca continua a endurecer a sua política de imigração.
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