O advogado de direita Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia, em cerimônia realizada sob um dos maiores esquemas de segurança já montados para uma posse presidencial no país, com cerca de 11 mil soldados e policiais mobilizados em operações terrestres, aéreas e marítimas.
Pela primeira vez na história colombiana, a cerimônia não ocorreu na sede do Congresso, em Bogotá, mas na cidade de Cali, no sudoeste do país, região marcada por confrontos entre grupos de narcotraficantes e guerrilheiros.

“Juro perante Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia”, declarou De la Espriella, de 48 anos, após receber a faixa presidencial das mãos do presidente do Congresso, Honorio Henríquez.
A posse ocorreu seis dias depois de um caminhão-bomba explodir ao lado de uma delegacia de polícia em Cúcuta, cidade na fronteira com a Venezuela, deixando ao menos 11 feridos, entre eles oito policiais e três civis. “É um ato atroz e violento, e o que aconteceu é profundamente lamentável”, disse o secretário de Segurança do departamento de Norte de Santander, George Quintero, à imprensa local. De la Espriella condenou o atentado em sua conta na rede social X/Twitter.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppO novo presidente já havia denunciado, em diversas ocasiões durante a campanha, a existência de um plano para matá-lo. Guerrilhas dissidentes das Farc e outros grupos armados fizeram advertências públicas contra ele, em reação ao anúncio de que romperia as negociações de paz mantidas pelo governo anterior com organizações armadas.
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Seja o primeiro a comentar esta matéria.