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Itamaraty reduz emissão de passaportes no exterior após alta recorde na procura

Demanda cresceu 26% no primeiro semestre de 2026; ministério transfere produção das cadernetas para a Casa da Moeda.

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O Itamaraty emitiu 188,9 mil passaportes em postos consulares no exterior no primeiro semestre de 2026, alta de 26% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em julho, foram registrados mais de 33 mil pedidos, o maior volume mensal já contabilizado pelo ministério.

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O crescimento da demanda superou a previsão orçamentária destinada à compra do material usado na confecção dos documentos. Diante disso, o Itamaraty orientou embaixadas e consulados a reduzir a emissão de passaportes para casos não urgentes, de forma a preservar os estoques de cadernetas enquanto busca recursos adicionais.

Foto: ABr

O Ministério das Relações Exteriores é responsável por solicitar à Casa da Moeda do Brasil a produção das cadernetas. Até então, os documentos eram personalizados nos próprios postos consulares no exterior ou pela Polícia Federal, quando a emissão ocorria dentro do país. Com a mudança, formalizada pela Portaria MRE nº 664/2026, a fabricação passou a ser feita diretamente pela Casa da Moeda, com o documento posteriormente enviado ao exterior pelos Correios ou disponibilizado para retirada no consulado, em prazo estimado de cerca de seis dias úteis.

O novo fluxo já está em vigor para brasileiros nos Estados Unidos desde 30 de julho: os passaportes deixaram de ser entregues durante o atendimento presencial e passaram a ser produzidos exclusivamente pela Casa da Moeda.

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Em 2024, foram emitidos 195,6 mil passaportes no exterior. Em 2025, o total subiu para 274,4 mil, aumento de 40% ante o ano anterior.

A mesma portaria reduziu pela metade, a partir de 1º de junho de 2026, as taxas consulares cobradas em moeda estrangeira para emissão de passaportes em embaixadas e consulados brasileiros, aproximando os valores dos praticados dentro do país.

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