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‘Maioria dos cubanos quer ser capitalista’, diz neto de Fidel Castro

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Sandro Castro, neto do ex-líder cubano Fidel Castro e dono de uma boate em Havana, concedeu entrevista à CNN nesta segunda-feira (30), na qual fez declarações que vão na contramão do legado ideológico de sua família. “A maioria dos cubanos quer ser capitalista, não comunista”, disse ele ao canal americano.

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Sandro é filho de Alexis Castro Soto del Valle, engenheiro de telecomunicações e um dos filhos de Fidel com Dalia Soto del Valle. Ele foi sincero ao avaliar o governo do presidente Miguel Díaz-Canel: “Eu não diria que ele está fazendo um bom trabalho. Para mim, ele não está fazendo um bom trabalho.”

Foto: WHoP

Díaz-Canel recebeu apoio público de Fidel e Raúl Castro ao longo dos anos e é o primeiro chefe de Estado cubano sem o sobrenome Castro desde a revolução de 1959.

Ao elogiar seu avô Fidel e seu tio-avô Raúl, Sandro se recusou a dizer se a revolução que eles lideraram havia melhorado a vida na ilha. “Eu nasci depois de 1959, então não posso dizer”, afirmou. Sobre o capitalismo, foi mais direto. “Há muitas pessoas em Cuba que pensam de forma capitalista. Há muitas pessoas aqui que querem praticar o capitalismo com soberania.”

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Sandro externou a crise que leva cubanos a protestar e a vasculhar lixeiras em busca de alimentos. “É tão difícil. Você sofre milhares de problemas. Em um dia, pode não haver eletricidade, sem água. Os produtos não chegam. É muito difícil, muito difícil”, disse ele.

A entrevista foi concedida em seu apartamento no bairro Kohly, em Havana, área onde vivem muitos oficiais militares e de inteligência cubanos. No local, ele exibiu eletrodomésticos importados e um gerador de bateria EcoFlow, garantindo fornecimento contínuo de energia enquanto grande parte da ilha sofre apagões prolongados.

Sua boate em uma das principais avenidas de Havana custou US$ 50 mil, uma quantia que ultrapassa a imaginação da maioria dos cubanos.

Sandro afirmou que seus vídeos e críticas ao sistema levaram a Segurança do Estado cubana a convocá-lo para interrogatório. Ele foi liberado com apenas uma advertência e negou que seu sobrenome o proteja.

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