O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza nesta quarta-feira (20) reunião de emergência para discutir o lançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte.
A notícia de lançamento do último míssil foi dada ontem pela Coreia do Sul e confirmada hoje por Pyongyang.
O regime comunista confirmou que testou, com sucesso, um novo míssil balístico a partir de um submarino.
O veículo estatal KCNA informou que o míssil foi disparado de um submarino, o mesmo utilizado no primeiro teste estratégico de mísseis balísticos, em 2016, e voou cerca de 450 quilômetros (km), atingindo uma altura de 60 km.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppPyongyang tem desenvolvido vários testes nas últimas semanas, lançando armas hipersônicas e de longo alcance. A imprensa estatal afirmou que a arma testada nesta terça-feira estava equipada com “muitas tecnologias avançadas de controle e orientação”, o que pode dificultar o seu monitoramento.
Os mísseis balísticos são considerados mais perigosos e ameaçadores do que os misseis de cruzeiro, uma vez que podem transportar maior peso, têm mais alcance e são mais rápidos. Por essa razão, os testes com mísseis balísticos e com armas nucleares são proibidos pelas Nações Unidas.
Reunião de emergência
O lançamento levou à convocação de uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU. A sessão, que será realizada hoje à porta fechada, foi solicitada pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos.
Enquanto isso, chefes de inteligência sul-coreanos, japoneses e norte-americanos estão reunidos em Seul para discutir o tema. O enviado da Casa Branca à Coreia do Norte, Sung Kim, apelou novamente para o reinício das conversações bilaterais.
Ainda nesta semana, Sung reiterou a posição do governo de Joe Biden, de que está aberto a encontros com Pyongyang sem pré-condições.
As negociações anteriores entre os EUA e a Coreia do Norte foram suspensas devido a divergências fundamentais sobre desnuclearização, que não permitiram chegar a um acordo.
Os norte-americanos querem que a ditadura comunista abra mão das suas armas nucleares antes de avançar para um alívio das restrições, mas Kim Jong-un recusa essa possibilidade.
Em comunicado recente, o comando do Indo-Pacífico disse estar ciente do último lançamento de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte e que trabalharia em estreita colaboração com os aliados regionais para monitorar a situação.
“Os Estados Unidos condenam essas ações e apelam à Coreia do Norte para se abster de novos atos desestabilizadores”, diz o texto. “O compromisso dos EUA com a defesa da Coreia do Sul e do Japão continua de pé”, acrescenta a nota.
Do lado de Pyongyang, por sua vez, o dirigente norte-coreano responsabilizou, na semana passada, os EUA pela tensão na península coreana e afirmou que Washington é a “causa profunda” da instabilidade na região.