ver tudo
Menu Internacional
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Rubio diz que Lula não se esforçou para negociar tarifas: ‘Colocou o próprio ego à frente’

Tarifaço entra em vigor em 22 de julho, mas exceções para carne, café e suco de laranja; governo Lula chama a medida de ‘marco lastimável’ e ameaça aplicar a Lei da Reciprocidade.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu publicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelo tarifaço de 25% formalizado nesta quarta-feira (15) pelo presidente Donald Trump sobre a maioria das importações brasileiras.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Que não haja confusão sobre o porquê: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”, escreveu Rubio no X/Twitter. “Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.”

Trump assinou nesta quarta a ordem que instrui o Escritório do Representante Comercial dos EUA, o USTR, a aplicar a sobretaxa de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros destinados ao mercado norte-americano. A medida entra em vigor em 22 de julho. Produtos já embarcados antes dessa data poderão entrar nos EUA sem a sobretaxa desde que desembarcados até 29 de julho. O documento que oficializa a tarifa apresenta lista de isenções que inclui carne bovina, café e suco de laranja.

A taxa foi proposta pelo USTR em 1º de junho, após conclusão de investigação com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo que permite tarifas retaliatórias contra países cujas práticas comerciais o governo americano considera desleais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

O governo Lula reagiu em nota classificando o dia 15 de julho como um ‘marco lastimável’ nas relações entre Brasil e Estados Unidos. “O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, afirmou o Planalto. O governo estuda aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, que permite ao Estado brasileiro retaliar comercialmente países que imponham restrições sem fundamento técnico contra produtos brasileiros.

A última reunião entre as delegações dos dois países ocorreu na terça-feira (14), quando o representante americano Jamieson Greer declarou encerradas as negociações e afirmou que teria faltado empenho do lado brasileiro nas tratativas.

A tarifa de 25% pode atingir até 21% do valor total das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, segundo estimativas do setor. A lista de exceções preserva os produtos mais estratégicos, mas o volume atingido pela sobretaxa representa impacto significativo sobre setores como siderurgia, calçados, têxtil e produtos manufaturados.

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Internacional EUA preparam envio de drones de ataque para a América do Sul
  2. Internacional Paraguai é o único país do mundo a votar ao lado de Israel e EUA contra participação da Palestina nas assembleias da ONU
  3. Internacional Novos iPhones: saiba quanto custarão modelos da Apple nos EUA, Brasil e Paraguai; veja comparativo de preços
  4. Internacional Nicolás Maduro publica fotos na prisão, aparece sorrindo e faz uso de verso bíblico: ‘Deus proverá’