ver tudo
Menu Legislativo
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Câmara foi mais suave com Chiquinho Brazão do que com Daniel Silveira

Bolsonarista teve 84 votos a mais pela manutenção da prisão do que acusado de mandar matar Marielle.

PUBLICIDADE
Adicione o Conexão Política como sua fonte preferidaAdicione o Conexão como fonte preferida

Nesta última quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados analisou o caso envolvendo o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado pela Polícia Federal (PF) de ligação com os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em 2018.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um paralelo interessante surge ao observar dois momentos distintos na Câmara, separados por pouco mais de três anos. Em fevereiro de 2021, os deputados federais decidiram manter a prisão do então colega Daniel Silveira. Agora, nesta última quarta-feira (10), o debate foi em torno da manutenção da detenção de Chiquinho Brazão.

Ambas as votações resultaram na manutenção da prisão do acusado. No entanto, há uma conexão comum entre os dois casos: as decisões de prender vieram do mesmo magistrado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Foi a ele que os deputados dirigiram seus protestos ao votarem pela revogação da prisão dos dois deputados.

Silveira foi detido após gravar e divulgar um vídeo com críticas e xingamentos aos ministros do Supremo, sugerindo a substituição dos magistrados da Corte. Já Brazão foi preso após ser apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp

Comparando os números das votações, percebe-se uma tendência mais suave em relação a Brazão, apesar da gravidade do crime do qual é acusado. Enquanto Silveira recebeu 364 votos pela sua prisão, Brazão teve 277 votos nesse sentido, uma diferença de 84 votos a favor da manutenção do cárcere. Os votos que poderiam ter evitado a prisão de Silveira, incluindo os votos “não” e as abstenções, totalizaram 133, contra 157 a favor de Brazão. Uma diferença foi de 24 votos.

Além das questões criminais, há uma diferença significativa na composição do Legislativo. Silveira foi julgado pelos deputados federais eleitos em 2018, durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro, que chegou ao poder pelo extinto PSL. Por outro lado, Brazão enfrentou o escrutínio dos deputados eleitos em 2022, juntamente com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mais do Conexão

Veja mais

Mais lidas

  1. Legislativo Alcolumbre, presidente do Senado, sai em defesa de Moraes em meio a escândalo que mira o STF
  2. Legislativo Boulos fala em fim da escala 6 X 1 aprovada ainda antes das eleições de outubro
  3. Legislativo Master: Ciro Nogueira usou família, servidores e dinheiro vivo para ocultar mesada de Vorcaro, aponta PF
  4. Legislativo Conservador derrubado pelo TSE de Moraes tentará chegar ao Congresso em 2026