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Bill Gates anuncia fim do casamento após 27 anos e pede por “privacidade”

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World Economic Forum | CC BY-NC-SA 2.0

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, postou em sua rede social que ele e Melinda Gates se divorciarão após 27 anos de casamento.

“Depois de muito pensar e trabalhar muito em nosso relacionamento, tomamos a decisão de encerrar nosso casamento. Nos últimos 27 anos, criamos três filhos incríveis e construímos uma base que funciona em todo o mundo para permitir todas as pessoas para uma vida saudável e produtiva”, diz a nota conjunta.

“Continuamos a acreditar nessa missão e continuaremos a trabalhar juntos na fundação, mas não acreditamos mais que podemos crescer como um casal nesta próxima fase de nossas vidas. Pedimos por espaço e privacidade para nossa família à medida que começamos a navegar nesta nova vida”, acrescentou.

O casal é classificado há décadas entre os mais ricos do planeta, com patrimônio estimado em mais de US $ 100 bilhões.

Gates, que fundou a Microsoft com Paul Allen em 1975, anunciou que estava deixando a empresa em março de 2020.

Desde 27 de junho de 2008, ele deixou de exercer suas funções cotidianas na companhia para dedicar mais tempo na Fundação Bill e Melinda Gates. Sua atuação como presidente do conselho da Microsoft se deu até 4 de fevereiro de 2014.

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Projeto para ‘escurecer o sol’

O bilionário e ativista da agenda globalista se envolveu em muitas polêmicas. A mais recente, foi seu investimento fracassado de geoengenharia solar. Bill Gates não esperava que seu experimento fosse cancelado pelas autoridades suecas. O magnata havia embarcado meses atrás em um projeto de proporções catastróficas, sua intenção era “escurecer o sol” para “salvar a Terra”.

O fundador da Microsoft queria resfriar artificialmente o planeta para impedir o tão alegado “aquecimento global”. O projeto multimilionário foi chamado de Stratospheric Controlled Disturbance Experiment (Experiência de Perturbação Controlada Estratosférica) e foi pilotado por uma equipe de cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Restava muito pouco para realizar este primeiro teste do projeto SCoPEx para “escurecer o sol”. O globalista americano se preparava para, em junho deste ano, despejar toneladas de pó de carbonato de cálcio para ‘atenuar’ a radiação solar.

O pó químico seria lançado da Estação Espacial de Esrange, localizada na cidade de Kiruna, no extremo norte da Suécia. O pó do “guarda-sol” seria transportado a uma altura de 20km por meio de um balão especialmente fabricado pela equipe de Bill Gates para esse fim.

Mas o programador de computador não esperava que, sob o céu de seu experimento de proporção catastrófica, vivessem várias comunidades indígenas. A ideia do filantropo irritou esses povos e eles se recusaram terminantemente a permitir que substâncias desconhecidas fossem liberadas sob suas cabeças. Além disso,  mostraram sua total desconfiança em relação a Bill Gates, não entendendo os motivos pelos quais o bilionário decidiu ir ao extremo norte da Suécia para testar suas invenções.

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‘Países ricos deveriam mudar para carne 100% sintética’

Em fevereiro, durante uma entrevista à MIT Technology Review, uma revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Bill Gates falou sobre ideias que ele considera necessárias para “eliminar as emissões de gases” que, segundo sua visão, causam uma “mudança climática”. Entre essas ideias ele aponta que todos os países ricos deveriam mudar de carne bovina para carne 100% sintética.

Gates, além de grande investidor no setor das vacinas, também é presidente do fundo de investimento Breakthrough Energy Ventures. E pessoalmente ou por meio da Breakthrough Energy Ventures, Bill Gates investe em várias das empresas como a Beyond Meats, Carbon Engineering, Impossible Foods, Memphis Meats e Pivot Bio.

“Não temos substitutos que eliminem completamente as emissões altamente potentes do arroto do gado e fertilizantes”, justificou Bill Gates.

Segundo o magnata, há empresas, incluindo uma no portfólio da Breakthrough Energy Ventures chamada Pivot Bio, que “reduzem significativamente a quantidade de fertilizante necessária”. Mas em termos de gado, ele alega que ainda “está muito difícil”.

As empresas em que Gates investe, a Impossible Foods en a Beyond Meats, têm um roteiro de qualidade e custos que as torna totalmente competitivas no mercado alimentício, segundo o bilionário.

“Quanto à escala hoje, elas não representam 1% da carne do mundo, mas estão a caminho. E a Breakthrough Energy tem quatro investimentos diferentes neste espaço para fazer os ingredientes de forma muito eficiente”, disse Gates.

O magnata afirma que para países pobres da África e de outros continentes, deve-se usar a genética animal para aumentar drasticamente a quantidade de carne bovina por emissão.

“Estranhamente, o gado dos EUA, por ser tão produtivo, as emissões por quilo de carne bovina são dramaticamente menores do que as emissões por quilo na África. E como parte do trabalho da Fundação [Bill e Melinda Gates], estamos tirando proveito da pecuária africana, o que significa que eles podem sobreviver no calor e realizando cruzamentos de produtividade monstruosa tanto do lado da carne quanto do leite das linhas de elite de carne bovina dos EUA”, disse Gates.

“Portanto, não, não acho que os 80 países mais pobres comerão carne sintética. Eu realmente acho que todos os países ricos deveriam mudar para carne 100% sintética”, enfatiza o bilionário.

“Você pode se acostumar com a diferença de sabor, e a alegação é que eles vão tornar o sabor ainda melhor com o tempo. Eventualmente, o prêmio verde é modesto o suficiente para que você possa mudar o [comportamento] das pessoas ou usar a regulamentação para mudar totalmente a demanda”, acrescentou.

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.