A Polícia Federal cumpriu, na manhã deste sábado, 27, mandado de prisão domiciliar contra Filipe Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a fuga para o Paraguai do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, que também cumpria medida cautelar e foi recapturado no país vizinho.
Martins, que estava monitorado por tornozeleira eletrônica, teve a medida convertida após o episódio envolvendo Vasques, considerado um agravante no entendimento do ministro.
A decisão estabelece que ele deve cumprir a prisão em casa, com restrições de comunicação e deslocamento, além da proibição de contato com outros investigados nos inquéritos relacionados ao 8 de janeiro.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppDe acordo com fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil, outras medidas semelhantes estão sendo executadas de forma sigilosa contra réus e condenados pelo STF, com base em relatórios que indicam risco de novas tentativas de fuga.
Nas redes sociais, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, criticou a medida. “É mais um ato que atenta contra o Código de Processo Penal e contra a Constituição Federal”.
Martins chegou a ser alvo de operação anterior autorizada pelo STF em 2023, no âmbito das investigações sobre suposta articulação para reverter o resultado das eleições de 2022. À época, o ex-assessor negou qualquer envolvimento e permaneceu em silêncio nos depoimentos.