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Política

Brasil Paralelo vai reprisar documentário “O Teatro das Tesouras”

Episódios da série serão retransmitidos no canal oficial da empresa no YouTube.

Reprodução

Diversos acontecimentos dos mais variados aspectos marcaram o ano de 2021. As vidas perdidas para a Covid-19, o início da vacinação, a retomada da economia, desastres naturais, a corrida ao espaço e a morte de personalidades artísticas.

Essas e outras circunstâncias farão com que o ano que termina nos próximos dias seja lembrado por muito tempo. Da mesma forma, não há como encerrar este ciclo sem mencionar determinados fatos políticos importantes, como a grande tensão entre os poderes da República, além do risco à democracia dentro e fora do país.

A menos de um ano das eleições, o cenário para a disputa do ano que vem já revela os primeiros movimentos e as diferentes estratégias que devem ser usadas como “armas de guerra” para a tão polarizada corrida ao Palácio do Planalto.

Com o advento de 2022, se faz necessário buscar o máximo de informações para estar preparado para a enxurrada de narrativas que surgirão de ponta a ponta deste período que deve ser um dos mais importantes da nossa história recente. Em meio a um cenário de incertezas, é sempre bom recordar acontecimentos do passado para encontrar parâmetros que possam nos ajudar a entender os desafios atuais.

Atribui-se ao revolucionário comunista Vladimir Lênin, fundador da União Soviética, a expressão “estratégia das tesouras”, que atualmente as pessoas chamam de “teatro das tesouras”.

Esse conceito significa, em linhas gerais, que a maneira mais eficiente de o Estado manter o seu controle sobre a população é com a consolidação de duas vertentes de mesma matiz ideológica disputando determinado cargo político. Assim, essas duas forças discordariam apenas em detalhes a respeito dos métodos, mas se articulariam com o objetivo central de se perpetuar no poder.

Há quem aplique essa abstração à situação política do nosso país, especialmente à alternância entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido dos Trabalhadores (PT) nos últimos 30 anos. As duas legendas ocuparam os maiores postos do Legislativo e do Executivo, e foram responsáveis pelas indicações de quase todas as figuras que hoje compõem as instâncias superiores do Judiciário.

Se por muito tempo os brasileiros não faziam ideia de que duas vertentes podem funcionar como lâminas de uma mesma tesoura, agora esse teatro funciona às claras, sem nenhum tipo de disfarce, de modo a escancarar seus vínculos mais íntimos sob o eufemismo de “união pela democracia”.

Recentemente, o assunto político que inundou as redações de jornais, as principais manchetes de portais e revistas, além de mobilizar por completo a opinião pública e as interações nas redes sociais foi, sem dúvidas, a eventual aliança política entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-tucano Geraldo Alckmin, um dos principais nomes do PSDB ao longo das últimas décadas, cuja sigla foi a única que emplacou concorrência direta ao petismo na briga pela cadeira presidencial.

Popularização

No Brasil, o termo ganhou vida e forma graças a uma produção original chamada “O Teatro das Tesouras”, lançada durante o ano eleitoral de 2018 pela empresa de educação e entretenimento Brasil Paralelo. Sucesso de audiência, a obra conduz diversos episódios que, entre outras coisas, norteiam o espectador a conhecer os bastidores das eleições e como todos os personagens fingem antagonismo enquanto emplacam o mesmo roteiro.

De acordo com a Brasil Paralelo, cada episódio da série documental mostra claramente que partidos como PT e PSDB não possuem ideologias distintas, além de desencadearem uma série de articulações que visam a perpetuação de suas influências. E, por consequência, com o passar das eras, o Brasil e a sua população continuam sofrendo com os mesmos problemas sociais e econômicos de sempre.

O documentário, então, surge como uma oportunidade de ver esses fatos históricos contados por outros meios que não sejam os grandes veículos de comunicação.

A partir do episódio 1, que traça a realidade de 1989 e todos os fatores determinantes naquela época, é possível perceber o panorama nacional e até internacional daquele período, evidenciando o contexto do ano de uma eleição. Assim, podemos compreender como estava o país e as expectativas da população naquela ocasião.

A produção da BP faz com que o público seja lançado em uma realidade pouco falada na imprensa brasileira: o bombardeio midiático e as múltiplas estratégias de marketing utilizadas minuciosamente para contornar escândalos de corrupção e crises, na busca de blindar candidatos e grupos, além de munir o principal desígnio, no caso, o vasto interesse em ocupar o poder.

Ao longo da obra, a produção mostra que, apesar das promessas e narrativas entoadas incessantemente, o resultado é sempre o mesmo: os políticos e as engrenagens do sistema são sempre os vencedores. Na contramão de tudo isso, a população é quem segue sendo derrotada ano após ano.

Nova exibição

Iniciada no dia 25 de dezembro, feriado de Natal, a Maratona Brasil Paralelo vai reprisar no YouTube as principais séries, filmes e documentários que repercutiram durante os 6 anos da empresa.

Nesta terça-feira, 28 de dezembro, o público poderá assistir novamente a uma reprodução de todos os episódios da obra ‘O Teatro Das Tesouras’, a partir das 17h.

De acordo com a empresa, o documentário fala sobre “a divisão do campo político entre duas partes da mesma força, uma moderada, outra radical. A ala radical promove mudanças, a moderada finge ser oposição. Os holofotes se direcionam às duas faces da mesma força e todo o resto sai de cena.”

Ainda de acordo com a BP, o objetivo da estratégia abordada na série é criar “a ilusão de oposição e a escolha política com o objetivo de ampliar a hegemonia dessa força. Aplicada por Lênin na União Soviética, essa estratégia chegou ao Brasil e teve seu início no ano de 1989.”

“Cientes de que essa é a estratégia das tesouras, uma pergunta possível é: pode acontecer novamente em 2022?”, questionam os responsáveis pela criação do conteúdo, deixando um tom de dúvida no ar.

No site da empresa, além de encontrar mais informações sobre a Maratona, o espectador também consegue adquirir os planos da BP. Ao tornar-se membro, cada novo assinante passa a contribuir com a continuação dos trabalhos de mídia, além de cooperar com a manutenção da independência, cujas operações são realizadas com uma estrutura bancada sem a participação de financiamento público.

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