O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informou nesta segunda-feira (2), durante a abertura do ano judiciário, que a ministra Cármen Lúcia ficará responsável pela relatoria da proposta de criação de um código de ética específico para a Corte. O anúncio formaliza uma das principais iniciativas previstas para o período em que Fachin comanda o tribunal.
Ao se manifestar em plenário, o ministro ressaltou a necessidade de reforçar a integridade institucional diante de um ambiente de maior cobrança pública. Fachin afirmou que pretende manter o compromisso de oferecer segurança jurídica à sociedade, associando legitimidade institucional à adoção de parâmetros éticos claros para a atuação dos ministros.
A escolha de Cármen Lúcia para conduzir a proposta sinaliza que a presidência do STF pretende levar o tema adiante, mesmo diante de pressões e divergências internas. Embora haja apoio majoritário à discussão do código, o assunto encontra resistência entre alguns ministros com forte atuação política, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, segundo avaliações feitas nos bastidores da Corte.
Durante o discurso, Fachin recorreu a episódios históricos para contextualizar o momento atual do tribunal. Ele relembrou intervenções sofridas pelo Supremo durante o regime militar, quando mudanças forçadas na composição da Corte e afastamentos compulsórios de ministros afetaram sua autonomia. A menção ocorreu em um cenário recente de críticas externas dirigidas ao STF, intensificadas após desdobramentos de investigações que envolveram integrantes do tribunal.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsApp
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Seja o primeiro a comentar esta matéria.